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O sonho europeu de Macron contado por um professor

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Direitos de autor REUTERS/Francois Lenoir/File Photo
Direitos de autor REUTERS/Francois Lenoir/File Photo
De  Gregoire LoryIsabel Marques da Silva
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Um político visionário que quer reformar a França e a União Europeia. Foi com esta plataforma que Emamnuel Macron se tornou um dos principais líderes mundiais. Na véspera de um discurso no Parlamento Europeu sobre o futuro do projeto comunitário, a euronews falou com um dos seus professores.

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Um político visionário que quer reformar a França e a União Europeia. Foi com esta plataforma que Emamnuel Macron se tornou um dos principais líderes mundiais. Na véspera de um discurso no Parlamento Europeu sobre o futuro do projeto comunitário, a euronews falou com um dos seus professores universitários.

"Foi um estudante brilhante, que me deslumbrou com a sua inteligência, a sua destreza intelectual mas, também, com a sua sensibilidade", disse François Dosse, historiador francês.

As suas ideias sobre maior integração europeia, contra o reacender dos nacionalismos, foram apresentadas em Atenas (Grécia). Ideias maturadas, desde cedo, ao lado de um intelectual com o qual trabalhou como assistente.

"Na altura, ele tinha 21 anos e entrou em diálogo com um filósofo que tinha toda uma carreira construída, que tinha 86 anos. Evidentemente, Emmanuel Macron foi como que pescado pelo movimento filosófico de Paul Ricoeur. Houve um diálogo efetivo, uma real troca de ideias. Mais tarde Emmanuel Macron disse, em entrevistas, como tinha sido reeducado filosoficamente por Paul Ricoeur", acrescentou o académico.

Autor de um livro sobre Ricoeur e Macron, intitulado "O Filósofo e o Presidente", Dosse explica que "Emmanuel Macron tem um grande interesse pelo futuro, pela construção de uma História que não está escrita, mas que pode ser, ainda, reescrita. O seu projeto é mudar uma Europa que ainda é vista como um mercado único, algo puramente económico, para uma Europa que revitaliza a democracia de base. E também uma Europa que renasce através da cultura".

"Para usar uma expressão de que ele gosta, diria que é, ao mesmo tempo, em parte presidente e em parte filósofo. Ele disse que a ação deve ser precedida pelo pensamento. Desse ponto de vista, para o classificar, enfatizaria o verbo agir e a noção de que é um construtor", conclui.

Resta saber se estes sonhos se materializam num continente atravessado por vários desafios políticos, económicos e identitários.

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