A um ano das eleições europeias, pede-se melhores candidatos

A um ano das eleições europeias, pede-se melhores candidatos
De  Isabel Marques da Silva
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A propósito do Dia da Europa, a 9 de maio, a euronews questionou um analista e alguns cidadãos sobre as intenções de voto nas eleições europeias, dentro de um ano. Doru Frantescu, diretor do Votewatch Europe, diz que a resposta para ter menos abstenção está na qualidade dos candidatos

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Nove de Maio é o Dia da Europa por causa da Declaração de Schuman, em 1950, que proclamou a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, precursora da actual União Europeia.

Os pormenores são explicados na Casa da História Europeia, em Bruxelas, onde a Euronews perguntou aos visitantes sobre o seu interesse nas próximas eleições europeias, dentro de um ano (23 a 26 de maio de 2019).

"Devemos votar porque é um direito que temos como cidadãos, e também é um dever. Depois não podemos reclamar das coisas, se não votarmos. No que diz respeito aos tópicos mais importantes, penso que são a educação e migração", disse uma jovem.

"Acho que é um bom projeto, mas está um pouco em crise porque há cada vez mais países a entrar na União Europeia. É importante votar para ter um objetivo concreto para a Europa e ter mais solidariedade", disse outro visitante.

As eleições para o Parlamento Europeu começaram em 1979 e a taxa de participação tem vindo a diminuir, com apenas 42,6% nas últimas, em 2014.

Os países com menor participação foram a Eslováquia, a República Checa e a Eslovénia, abaixo dos 20%.

Sondagens e estudos académicos mostram que os cidadãos europeus estão cada vez mais conscientes de como funcionam as instituições europeias, mas são precisos melhores candidatos, defende um perito.

"A realidade é que os cidadãos não "põem uma cruz" nas instituições em si, mas em candidatos individuais e nos seus partidos políticos. Em muitos países, os políticos de topo começam a ser enviados para Bruxelas. Isso é cada vez mais visível", disse Doru Frantescu, diretor da VoteWatch Europe, uma organização não-governamental sobre assuntos europeus e comunicação estratégica.

Mas 2019 será também o ano em que um estado-membro sai da União pela primeira vez, com o Reino Unido a perder os seus eurodeputados durante o período de transição até 2020.

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