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Polícia de Bruxelas apresenta queixa contra eurodeputada

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Direitos de autor Euronews
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De  Jack Parrock
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Os agentes envolvidos no caso de Pierette Herzenberger-Fofana dizem que atuaram legalmente e que foram alvo de insultos por parte da eurodeputada ecologista alemã, alegando que têm um vídeo como prova.

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A polícia de Bruxelas resolveu processar a eurodeputada Pierette Herzenberger-Fofana por difamação, no seguimento da queixa apresentada por esta, alegando crimes de racismo e abuso de poder.

"A justiça vai ocupar-se do processo, tendo o procurador-geral deixado claro que vai investigar o caso para o esclarecer e vamos aguardar. Esperamos um esclarecimento que revele, claramente, quem fez o quê", disse Vincent Gilles, sindicalista no SLFP (sindicato de polícia).

Pierette Herzenberger-Fofana diz que foi humilhada por agentes quando filmou uma operação policial numa estação de comboios, envolvendo adolescentes negros, em meados de junho, tendo relatado o caso no Parlamento Europeu.

Os agentes dizem que atuaram legalmente e que foram alvo de insultos por parte da eurodeputada ecologista alemã, alegando que têm um vídeo como prova.

Alexis Deswaef, advogdo de Pierette Herzenberger-Fofana, não está surpreendido: "Noutros casos sobre violência policial e racismo envolvendo a polícia de Bruxelas, em particular, os agentes não hesitaram em fazerem declarações falsas e em preencherem registros policiais falsos, com acusações contra as vítimas", disse em entrevista à euronews.

O sindicato da polícia nega que tenha um comportamento racista, apesar de muitas acusações feitas pelo ramo belga do movimento "As vidas negras são importantes".

No dia do incidente, a eurodeputada disse à euronews que vai defender aqueles que não têm visibilidade para denunciarem a violência.

"Esta questão do racismo estrutural existe. É claro que esta foi uma experiência pessoal, mas é a experiência de muitas pessoas que não têm a oportunidade de se expressarem da mesma maneira como eu posso expressar-me", realçou Pierette Herzenberger-Fofana.

A própria primeira-ministra belga, Sophie Wilmés, disse ser importante apurar a verdade deste caso.

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