EventsEventosPodcasts
Loader

Find Us

PUBLICIDADE

Política de migração da UE aposta no modelo fortaleza

Política de migração da UE aposta no modelo fortaleza
Direitos de autor Euronews
Direitos de autor Euronews
De  Isabel Marques da SilvaElena Cavallone
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O pacto para a migração e asilo proposto, este mês, pela Comissão Europeia, pretende agilizar o processo de análise dos casos nas fronteiras. O objetivo é tomar uma primeira decisão no máximo de três meses, mas continua a haver um sério risco de criar novos acampamentos nas fronteiras.

PUBLICIDADE

A estação ferroviária de Tiburtina, em Roma, é o local onde dezenas de pessoas esperam,  ao final do dia, por uma refeição trazida pela associação italiana "Baobab". A maioria são estrangeiros que chegaram por via marítima, entre migrantes à procura de trabalho e requerentes de asilo que fogem da guerra.

Nem sempre é fácil encontrar um centro de acolhimento e muitos passam meses sem abrigo. Foi o caso de Mustapha, nacional da Gâmbia, que trabalhava como alfaiate na Líbia, até que o conflito no país começou a escalar e fez-se ao mar para chegar a Itália.

Duas tentativas fracassaram, mas conseguiu obter proteção internacional. Contudo, esteve várias vezes em risco de ser repatriado.

"Não é justo repatriar uma pessoa que fez tantos sacrifícios para pagar a viagem e colocou em risco a sua vida na travessia de barco. As pessoas não se questionam porque é que viemos de barco em vez de avião? Porque não temos liberdade", disse Mustapha à euronews.

O processo de avaliação dos pedidos de asilo em Itália pode levar anos e, no final, 80% são rejeitados. Os requerentes vivem nas ruas como podem porque muitos refúgios foram sendo encerrados. 

Os voluntários da organização “Baobab” tentam ajudá-los a ter uma vida mais digna: “Parece impossível que, em 2020, haja tanta gente a dorminar nas ruas. Mesmo com a pandemia de Covid-19, estas pessoas foram totalmente abandonadas pelas instituições”, disse o coordenador Andrea Costa.

Modelo para impedir movimento de pessoas

O pacto para a migração e asilo proposto, este mês, pela Comissão Europeia,  pretende agilizar o processo de análise dos casos nas fronteiras. O objetivo é tomar uma primeira decisão no máximo de três meses, mas continua a haver um sério risco de criar novos acampamentos nas fronteiras.

“Vemos uma lacuna importante nesta proposta de medidas para conceder proteção de forma segura e dentro da lei. Não faz sentido tentar combater a migração irregular com um modelo para impedir, a qualquer custo, que haja movimento de pessoas. Deveriam criar um sistema que planifica a migração de forma a proteger o interesse das comunidades de acolhimento e dos recém-chegados", afirmou Imogen Sudbery, ativista na Comissão Internacional de Resgate, uma organização-não governamental.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Cidadãos europeus enfrentam ambiente hostil no Reino Unido

UE: Pacto sobre migração exigirá contributos a todos os países

Troca de prisioneiros entre o Irão e a Suécia: Hamid Nouri libertado