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UE deve ser "zona de liberdade" para pessoas LGBTIQ

UE deve ser "zona de liberdade" para pessoas LGBTIQ
Direitos de autor DAMIEN MEYER/AFP or licensors
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De  Isabel Marques da SilvaJack Parrock
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O aumento da discriminação é sentido em muitos Estados-membros, mas a Polónia tem assumido protagonismo desde 2019.

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A União Europeia deve ser uma "zona de liberdade" para as pessoas LGBTIQ e é preciso ativamente lutar contra a discriminação da comunidade homossexual e transgénero.

Esta declaração foi feita numa resolução aprovada, por grande maioria, no Parlamento Europeu, depois de mais um caso de alegado homicídio motivado por ódio homofóbico, na Bélgica, no passado fim-de-semana.

"Sabemos que nossas vidas ainda correm perigo, que os nossos direitos são restringidos e a nossa liberdade brutalmente sufocada em demasiados lugares da União Europeia. Mas esta declaração é um passo e somos muitos, estamos em toda parte e somos fortes", disse Terry Reintke, eurodeputada neerlandesa dos verdes.

A gravidade do caso polaco

O aumento da discriminação é sentido em muitos Estados-membros, mas a Polónia tem assumido protagonismo desde 2019.

Mais de 100 comunidades do país declararam serem territórios livres de ideologia LGBTIQ e há repressão dos ativistas pelo orgulho gay.

Eurodeputados que foram eleitos pelo partido ultraconservador no poder defendem essa política, como é o caso de Ryszard Antoni Legutko: “As nossas regiões estão absolutamente contra os ativistas da ideologia que aparece nas escolas para divulgar ideias absurdas sobre alegada fluidez de género. Isso é contra a constituição da Polónia e não respeita a Carta Europeia dos Direitos Fundamentais".

Já o primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo, decidiu hastear a bandeira arco-íris do orgulho gay na sede do governo federal e criticou o ataque que vitimou o homem de 42 anos, na cidade de Antuérpia.

O braço europeu do movimento Internacional ILGA pede medidas exemplares contra a homofobia, que afetem os cofres dos governos.

"A Comissão Europeia poderia fazer aquilo que prometeu, isto é, cortar fundos europeus aos países cujas políticas não estejam em total conformidade com os valores da União Europeia", afirmou Evelyne Paradis, diretora-executiva da ILGA-Europa, em entrevista à euronews.

De facto, no ano passado, seis cidades polacas viram rejeitadas as suas candidaturas a fundos da União Europeia por se terem declarado anti-LGBTIQ.

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