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Von der Leyen: "sanções estão a castigar cada vez mais economia russa"

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De  Euronews
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Encontro arrancou no domingo e prolonga-se até terça-feira
Encontro arrancou no domingo e prolonga-se até terça-feira   -   Direitos de autor  AP Photo/Martin Meissner

Reunidos na Alemanha, numa cimeira de três dias, os representantes dos países do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido) debateram a proposta dos EUA para impor limites aos preços do petróleo.

Na prática, a ideia, que gera divisão, permite limitar a capacidade de financiamento da ofensiva russa com receitas provenientes da subida dos preços.

Mas para funcionar, disse a presidente da Comissão Europeia em entrevista à Euronews, é preciso uma aliança mundial.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia: a União Europeia está-se a afastar do petróleo russo. O que não deveria acontecer é que Vladimir Putin use esse petróleo, vá para o mercado mundial, os preços subam e ele encha o baú para fazer guerra. Por isso, é preciso uma aliança mais ampla para dizer que estamos dispostos a pagar um preço decente, mas não um preço exorbitante. Estamos dispostos a recompensar a produção de petróleo, mas nesse nível deve haver um teto para o preço e todos nós compramos.

Shona Murray, Euronews: acredita que terá o apoio da Índia, da China e de outros países para este limite ao preço?

**Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia:**vamos explorar essa possibilidade com eles. É complicado. Não é trivial. Então temos de realmente de ter mais peso. Mas vale a pena olhar para isto porque temos de dar uma resposta.

Shona Murray, Euronews: há receios de que o sexto pacote de sanções não tenha o resultado esperado em termos de afetar o financiamento da máquina de guerra russa?

**Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia:**não, de todo. É o contrário. Percebemos que as sanções estão a castigar cada vez mais a economia russa. Se olharmos para os diferentes setores, percebemos que se estão a degradar de forma lenta mas efetiva por causa dos controlos das exportações. Por isso, tecnologias, qualquer coisa seja precisa, os bens necessários para modernizar a Rússia não vão mais para o país.

Shona Murray, Euronews: em matéria de segurança alimentar, há algum plano concreto sobre como lidar com o embargo da Rússia no Mar Negro, com o fato de os alimentos simplesmente não poderem sair e de o tempo estar a passar?

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia: o bloqueio da Rússia no Mar Negro é ultrajante. Estão a usar os alimentas para nos chantagear e isso é realmente atroz. O que fazemos é tentar ajudar a Ucrânia, o máximo possível, a retirar os cereais enquanto a Rússia estiver a bloquear a região (...) através de diferentes rotas, com por exemplo, por comboio ou estrada ou até mesmo através do rio Danúbio. Isso está a melhorar. Para dar alguns números, em abril conseguiu-se tirar 1,2 milhões de toneladas de cereais. Em maio já foram 1,7 milhões. Em junho, 2,5 milhões. Percebe-se que estamos a ficar cada vez melhores em ajudar a Ucrânia a exportar cereais, mas está claro que não é suficiente porque antes da guerra a Ucrânia exportava cerca de 5 milhões de toneladas por mês. É aí que temos de chegar."