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Paschal Donohoe manter-se-á como presidente do Eurogrupo?

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De  Shona Murray
O Presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, fala durante uma conferência de imprensa no edifício do Conselho Europeu em Bruxelas
O Presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, fala durante uma conferência de imprensa no edifício do Conselho Europeu em Bruxelas   -   Direitos de autor  AP Photo/Geert Vanden Wijngaert

O presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, pode ser obrigado a abandonar o cargo após apenas um mandato devido a um acordo com os seus parceiros de coligação, na Irlanda.

O ministro irlandês das Finanças deverá trocar de pasta com, Michael McGrath, do Fianna Fáil, que detém, atualmente, o cargo de ministro das Despesas Públicas e da Reforma.

A mudança de posições faz parte do acordo negociado quando o Fine Gael, Fianna Fáil e o Partido Verde entraram juntos na coligação em 2020.

Vários diplomatas disseram que não há vontade para a eleição de outro presidente do Eurogrupo em plena crise. Dizem que a coerência é essencial dado o ritmo necessário para a tomada de decisões.

Há a possibilidade da questão poder ser resolvida se Donohoe e McGrath fizerem a troca, conforme acordado, mas Donohoe permanecer como presidente do Eurogrupo.

Embora já não seja ministro das Finanças, será transferido para um papel dentro das finanças, o que deverá ser suficiente para se manter no cargo.

Por exemplo, Nadia Calvino, representante de Espanha no Eurogrupo, não é a ministra das Finanças, mas ministra da Economia.

Ela foi candidata a presidente do Eurogrupo em 2020, sendo derrotada por Donohoe.

"Neste momento, esta não é uma discussão importante para o Eurogrupo, mas o meu sentimento é de que ninguém apreciaria uma eleição em janeiro, uma vez que isso iria distrair-nos das importantes questões em curso. A continuidade é importante, por isso não veria como um problema para o Eurogrupo se o Sr. Donohue tivesse uma espécie de papel financeiro", disse um diplomata à Euronews.

Algumas fontes, de Bruxelas, disseram que ficariam surpreendidas se a Irlanda abdicasse de um papel tão influente, numa altura em que as decisões económicas, que terão um peso extremamente importante, serão tomadas nos próximos meses e anos.

"A Irlanda ou quer um lugar à mesa no G7, ou não quer. Há decisões importantes a serem tomadas, e como país pequeno seria insondável afastar-se de tal papel", disse uma fonte à Euronews.

A questão é se McGrath estaria disposto a desistir da oportunidade de representar o seu país no Eurogrupo e no Ecofin, de modo a facilitar o caminho ao colega de coligação.

As duas partes são ferozmente competitivas e McGrath pode considerar a participação em Bruxelas como uma parte central do seu papel como ministro das Finanças.