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Cimeira UE-Ucrânia: Novos pacotes de apoio e de sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia recebe a presidente da Comissão Europeia para a cimeira em Kiev
O presidente da Ucrânia recebe a presidente da Comissão Europeia para a cimeira em Kiev Direitos de autor AP
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De  Isabel Marques da Silva com Lusa, AFP
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Na primeira reunião de líderes, desde que foi concedido à Ucrânia o estatuto de candidato, a discussão centra-se na adesão do país à UE e no apoio contra a invasão russa. Além de von der Leyen e de vários comissários, estará presente o chefe da diplomacia da UE e o presidente do Conselho Europeu.

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A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, e uma grande delegação de comissários estão em Kiev para reuniões antes da 24ªcimeira União Europeia (UE)-Ucrânia, na sexta-feira. As conversações na capital da Ucrânia incluem o debate de um potencial décimo pacote de sanções contra a Rússia.

"Até 24 de Fevereiro, exactamente um ano após o início da invasão, pretendemos ter o décimo pacote de sanções em vigor", anunciou von der Leyen, numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Hoje, a Rússia está a pagar um preço pesado porque as nossas sanções estão a corroer a sua economia, atrasando-a uma geração", afirmou a presidente da CE. Entre a série de sanções aprovadas ao longo de quase um ano está a limitação dos preços de exportação do petróleo russo a 60 dólares, uma das mais marcantes.

O valor foi fixado no início de dezembro pela União Europeia, o G7 e a Austrália,  e"já está a custar à Rússia cerca de 160 milhões de euros por dia", disse von der Leyen.

Mais ajuda direta às refromas

A UE anunciará, ainda, mais 400 milhões de euros de assistência à Ucrânia para apoiar o processo de reforma com vista à futura adesão ao bloco, disse o comissário europeu do Orçamento, Johannes Hahn, quinta-feira, de acordo com a Bloomberg.

O bloco irá propor em breve a prorrogação da suspensão de todas as tarifas e medidas de defesa comercial sobre as importações ucranianas, bem como a suspensão das contribuições financeiras da Ucrânia para participar em programas da UE enquanto subsistirem os desafios financeiros do país, acrescentou Hahn.

Na primeira reunião de líderes, desde que foi concedido à Ucrânia o estatuto de candidato, a discussão centra-se na adesão do país à UE e o apoio a Kiev contra a invasão russa. Além de von der Leyen, estarão presentes o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e o Alto-Representante para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell.

Por razões de segurança, o secretismo marcou esta reunião, com Bruxelas a não divulgar um programa detalhado, nem o número exato de comissários que irão participar nestas consultas com o executivo de Kiev. A imprensa internacional tem referido que cerca de 15 comissários estarão em Kiev.

Luta contra a corrupção

Questionada sobre os recentes esforços para combater a corrupção na Ucrânia, Ursula von der Leyen, juntamente com Volodymyr Zelensky, saudou a "reação rápida a nível político" para assegurar que esta luta tem "resultados tangíveis".

"Sinto-me reconfortada por ver os organismos anticorrupção em alerta e por detetar rapidamente casos de corrupção", disse ainda.

Na passada quarta-feira, as autoridades ucranianas invadiram as casas de figuras proeminentes, incluindo um conhecido oligarca, e gabinetes governamentais ligados à corrupção, um sério e antigo problema no país.

As rusgas surgiram uma semana depois de uma série de altos funcionários terem sido demitidos na sequência de um caso de corrupção envolvendo fornecimentos do exército, o primeiro escândalo desta escala desde o início da invasão russa.

Bruxelas, que concede uma ajuda financeira substancial a Kiev há quase um ano, fez da luta contra a corrupção um critério importante para que a Ucrânia tenha alguma esperança de aderir ao bloco europeu.

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