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Sanções da UE ferem mas não matam ofensiva militar russa na Ucrânia

Presidente ucraniano ladeado pelos líderes da Comissão e Conselho europeus, em Bruxelas
Presidente ucraniano ladeado pelos líderes da Comissão e Conselho europeus, em Bruxelas Direitos de autor AP Photo/Virginia Mayo
Direitos de autor AP Photo/Virginia Mayo
De  Sandor ZsirosIsabel Marques da Silva
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A Rússia teve uma redução de 5% do PIB, em 2022, mas usa a reserva nacional para continuar o esforço de guerra.

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As sanções da União Europeia (UE) não derrubaram a máquina militar russa, mas tiveram um efeito significativo sobre as receitas do governo de Moscovo e isolaram diplomaticamente o país.

A 24 de fevereiro, poucas horas após o início da invasão, os líderes da UE anunciaram as primeiras medidas e muitas outras se seguiram ao longo de um ano. O décimo pacote de sanções deverá ser aprovado esta semana para reforçar a pressão sobre o regime.

"Até agora, penso que as sanções que a UE introduziu tiveram um efeito limitado na capacidade da Rússia financiar a guerra que leva a cabo. Mas muitas dessas sanções foram concebidas para funcionar a longo e não a curto prazo", disse, à euronews, Philipp Lausberg, analista político no Centro de Política Europeia.

Os primeiros pacotes de sanções visaram os líderes políticos e militares, proibiram os aviões russos de usarem o espaço aéreo europeu, bem como a exportação de tecnologia de ponta.

A UE também uniu esforços para congelar os ativos russos no exterior e excluiu os principais bancos russos do sistema de pagamentos SWIFT. Mas há uma explicação para a resiliência russa.

"A Rússia tem um fundo de riqueza nacional relativamente grande. Portanto, mesmo que agora tenham um grande défice orçamental e que a economia esteja em quda, ainda detêm 155 mil milhões de dolares  no fundo de riqueza nacional que podem usar para financiar as guerras. No entanto, esse dinheiro está lentamente a diminuir", disse Philipp Lausberg.

O "ataque" aos combustíveis

A UE visou a seguir o setor energético russo, do qual era um grande cliente.

No que se refere ao petróleo bruto, foi proibida a importação para consumo no blco e estabelecido um limite de preço para o petróleo que era fretado e segurado por empresas europeias nas exportações para o resto do mundo.

A seguir, foi proibida a importação de produtos petrolíferos refinados para a União e diminui-se a aquisição de gás.

"Ainda há GNL a chegar via gasodutos europeus, mas 90% desse comércio foi eliminado ao longo do ano. Isso é uma grande conquista e penso que foi maior do que se esperava ser possível fazer na UE em apenas um ano". Certamente Putin não previu isso", explicou, à euronews, Lauri Myllyvirta, analista no Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo.

A Europa não ficou em recessão no ano passado e a previsão é de que tal não aconteça este ano. Em comparação, a Rússia teve uma redução de 5% do PIB, em 2022. E vai ser muito pior em 2023, provavelmente.
Philipp Lausberg
Analista político, Centro de Política Europeia

Mas até que ponto as sanções estão a prejudicar a Europa? De acordo com os analistas, os preços muito elevados do gás no verão passado foram, sobretudo, resultado da manipulação do mercado por parte da Rússia e não consequência das sanções.

Lausberg também não considera que a Europa sofra mais do que a Rússia por causa das sanções: "A Europa não ficou em recessão no ano passado e a previsão é de que tal não aconteça este ano. Em comparação, a Rússia teve uma redução de 5% do PIB, em 2022. E vai ser muito pior em 2023, provavelmente".

A UE está agora a apostar em nova legislação para combater a evasão às sanções, o que possibilitaria confiscar bens aos indivíduos e empresas que não aplicam as medidas. Os Países Baixos propõe que se crie, mesmo, um centro de avaliação do processo em Bruxelas.

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