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Tarabella volta a clamar inocência em escândalo de corrupção parlamentar

O eurodeputado belga socialista em conferência de imprensa, em Bruxelas
O eurodeputado belga socialista em conferência de imprensa, em Bruxelas Direitos de autor Maris Psara/Euronews
Direitos de autor Maris Psara/Euronews
De  Isabel Marques da SilvaMaria Psara
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O eurodeputado belga socialista considera-se vítima de traição pelo alegado cabecilha do grupo organizado, Pier-Antonio Panzeri, e contou aos jornalistas os detalhes do caso desde que foi detido.

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"Vejo a minha cara nas manchetes das notícias todas as noites. O meu nome está em todo o lado, o nome da minha família, da minha mãe, da minha mulher, da minha irmã, da minha filha e do meu filho, que também nunca mereceram isto", disse Marc Tarabella, com visível comoção, numa conferência de imprensa, em Bruxelas.

O eurodeputado belga socialista descreveu a sua vida desde que foi acusado de estar envolvido no escândalo de corrupção no Parlamento Europeu, alegadamente para favorecer os governos do Qatar e de Marrocos.

Tal como outros acusados no caso, Tarabella viu a imunidade parlamentar ser levantada e, depois de interrogado, foi colocado em prisão. Agora está a aguardar julgamento em detenção domiciliária com pulseira eletrónica e quis contar aos jornalistas os detalhes do caso, desde o momento em que foi detido.

"Um grande número de polícias chegou a casa, acompanhados pelo juiz e pela presidente do Parlamento Europeu, a Sra. Metsola, para uma busca. Fiquei estupefacto, espantado. A minha mulher e o meu filho ficaram em estado de choque. Os polícias  explicaram-me que estavam à procura de dinheiro e de objetos de luxo. Não percebi de que dinheiro falavam, não fiz nada que seja censurável", contou Tarabella.

"E depois foi um horror. Passei meses na prisão. A prisão não é fácil para um culpado, mas é ainda pior para um inocente", acrescentou.

O eurodeputado diz ter sido traído por um ex-colega que considerava ser um amigo, o italiano Pier-Antonio Panzeri, considerado o cabecilha do grupo.

"Tudo isto com base apenas nas palavras de um homem que mais tarde admitiria ser o chefe de uma organização criminosa e que deitou o menu nome à lama para não ser devorado. Todos nós já fomos desiludidos por um amigo que nos mentiu", disse.

Segundo Maxim Töller, advogado do eurodeputado, Tarabella terá de responder a qualquer chamada da polícia, não sair do território sem acordo prévio e evitar entrar em contacto com as pessoas acusadas no processo.

Os seis acusados estão a aguardar julgamento fora da prisão, sendo que a última pessoa a ser libertada foi a ex-vice-presidente do Parlamento Europeu, a eurodeputada grega Eva Kaili.

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