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Juiz de instrução abandona caso de alegada corrupção no Parlamento Europeu

Eva Kaili, ex-vice-presidente do Parlamento Europeu, é uma das seis pessoas suspeitas no escândalo de alegada corrupção como Qatar
Eva Kaili, ex-vice-presidente do Parlamento Europeu, é uma das seis pessoas suspeitas no escândalo de alegada corrupção como Qatar Direitos de autor AP Photo
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De  Isabel Marques da SilvaMaria Psara
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Michel Claise, juiz de instrução belga responsável pelo processo de alegada corrupção no Parlamento Europeu, abandona o caso, uma vez que o seu filho está associado ao filho de uma pessoa visada na investigação.

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Michel Claise era acusado de parcialidade, há algum tempo, por parte de um dos suspeitos no caso, o eurodeputado socialista belga Marc Tarabella. Este suspeito alegava que o filho de Michel Claise era próximo do filho de Maria Arena, uma eurodeputada socialista belga cujo nome tem surgido na imprensa no âmbito do escândalo, mas que nunca foi constituída arguida.

"Tratava-se do filho de Maria Arena, que era sócio de uma empresa. Descobrimos também que estas empresas tinham o mesmo contabilista, que foi procurado por ser o contabilista de outras empresas ligadas ao Sr. Panzeri. Portanto, todos estes elementos, em conjunto, sugerem que não se pode ser verdadeiramente imparcial quando se é um juiz que investiga amigos ou familiares do seu próprio filho", explicou Maxim Töller, advogado do eurodeputado Marc Tarabella, em entrevista à euronews.

De acordo com o comunicado oficial do Ministério Público Federal da Bélgica, divulgado na segunda-feira, Michel Claise decidiu retirar-se do caso "apesar da ausência de provas reais que ponham em causa a probidade de qualquer das partes envolvidas e do trabalho substancial que ele e os seus investigadores realizaram neste caso".

A euronews contactou esta entidade para obter reação à posição de Maxim Töller, mas não houve resposta. 

"Vamos ter de reler o processo e ver se há (outras) coisas que não foram feitas de forma consciente ou inconsciente", disse este advogado.

Eurodeputado italiano volta a Bruxelas

Entretanto, o eurodeputado socialista italiano Andrea Cozzolino voltou a Bruxelas, na segunda-feira, e apresentou-se aos investigadores da Polícia Judiciária Federal, que o aguardavam no aeroporto. 

Depois de interrogado pelos inspetores, Cozzolino foi presente ao juiz de instrução, que o acusou de corrupção pública, organização criminosa e branqueamento de capitais, e decidiu que podia sair com liberdade condicional (como se encontram os outros suspeitos no caso).

Quando o Parlamento Europeu levantou a imunidade deste eurodeputado, a pedido das autoridades belgas, em abril passado, Cozzolino foi para Itália. O eurodeputado esteve detido em prisão e, depois, em casa, enquanto um juiz de Nápoles apreciava o pedido de extradição emitido pelas autoridades belgas, tendo acabdo por deferir o mesmo.

O escândalo que até hoje mais abalou a reputação do Parlamento Europeu baseia-se em suspeitas de que os governos do Qatar e de Marrocos subornaram políticos, assistentes parlamentares e organizações não governamentais para influenciar a tomada de decisões na assembleia da União Europeia.

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