"Estado da União": Dia da Europa e combate à violência contra as mulheres

Dia da Europa celebra-se a 9 de maio
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De  Isabel Marques da Silva
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Um dos líderes das instituições europeis passou o Dia da Europa em Kiev e a Ucrânia foi muito mencionada nos discursos dos políticos. O combate à violência contra as mulheres também dominou os trabalhos no Parlamento Europeu.

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Bruxelas e Estrasburgo, onde há sedes das instituições europeias, são as cidades onde se realizam, habitualmente, as sessões de alto nível do Dia da Europa, celebrado a 9 de maio. Foi o que aconteceu este ano, mas Kiev foi a cidade escolhida por Ursula von der Leyen, para grande satisfação do Presidente Zeelenskyy, que decretou que a Ucrânia também irá celebrar este dia a partir de agora.

A presidente da Comissão Europeia sublinhou que Kiev era o local ideal para transmitir a mensagem de defesa do projeto europeu, baseado nos valores da paz e da liberdade.

Ao mesmo tempo, em Estrasburgo (França), o chanceler alemão proferiu um discurso no Parlamento Europeu para assinalar o Dia da Europa. Olaf Scholz criticou duramente o que chamou de "imperialismo" russo e defendeu uma União Europeia forte e alargada, integrando a Ucrânia e outros países.

"Dissemos aos cidadãos dos países dos Balcãs Ocidentais, da Ucrânia, da Moldávia e da Geórgia: "Vocês pertencem ao grupo". Isto não tem nada a ver com altruísmo. Trata-se da nossa credibilidade e de razões económicas. E trata-se de garantir a paz na Europa, na sequência da mudança de paradigma causada pela guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", explicou o chanceler.

Seis países à margem da  Convenção de Istambul

Além das festividades, outro ponto importante nos trabalhos da sessão plenária do Parlamento Europeu foi a aprovação da ratificação da Convenção de Istambul pela União Europeia. Trata-se de um instrumento jurídico do Conselho da Europa, que entrou em vigor em 2014, para combater a violência contra as mulheres e a violência doméstica.

Uma em cada três mulheres na União Europeia foi vítima de violência física e/ou sexual, ou seja, 62 milhões de mulheres. Agora, o Conselho Europeu, que reúne representantes dos 27 governos, deve ratificá-lo em nome do bloco, em junho.

No entanto, seis Estados-membros ainda não a ratificaram: Bulgária, Chéquia, Hungria, Letónia,  Lituânia e Eslováquia. Os governos destes países não podem ser forçados a fazê-lo, mas os eurodeputados estão otimistas quanto ao futuro.

Para analisar o tema, a euronews entrevistou Irene Rosales, responsável de políticas e campanhas no Lóby Europeu das Mulheres. Questionada sobre como deverá evoluir a situação nos seis países que ainda não ratificaram a convenção, a perita disse que é preciso combater a desinformação.

"É nesses países que os nossos membros, as organizações de direitos das mulheres e todos os outros parceiros da sociedade civil, estão a lutar para transmitir mensagens positivas sobre a convenção. Sabemos que as organizações de extrema-direita têm andado a espalhar notícias falsas e confusas. Por isso, estas organizações precisam realmente de apoio. Há anos que trabalham para que as ferramentas sejam implementadas, independentemente do nome que lhes damos. Estes instrumentos são bons. Vão salvar a vida de mulheres", explicou.

(Veja a entrevista na íntegra em vídeo)

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