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Síria: Conferência de doadores arrecada metade do pedido pela ONU

Participants pose for a group photo during the meeting 'Supporting the future of Syria and the region'
Participants pose for a group photo during the meeting 'Supporting the future of Syria and the region' Direitos de autor AP Photo Geert Vanden Wijngaert
Direitos de autor AP Photo Geert Vanden Wijngaert
De  Isabel Marques da Silva com AP
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A comunidade internacional prometeu doar 5,6 mil milhões de euros em subvenções na "Sétima Conferência sobre o apoio ao futuro da Síria e da região", quinta-feira, em Bruxelas.

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A verba destina-se a ajudar 15 milhões de pessoas na Síria, devastada pela guerra, bem como os países vizinhos que acolhem refugiados sírios e que se encontram também eles numa situação económica difícil.

A Organização das Nações Unidas (ONU) tinham pedido 10 mil milhões de euros para as necessidades humanitárias e de desenvolvimento.

"Esta é uma crise que afeta, naturalmente, as pessoas em causa, mas também todos os países vizinhos e o resto do mundo. Temos de apoiar a resiliência das comunidades, os serviços básicos e a economia local de forma a permitir que as pessoas mantenham a sua capacidade de ação", disse Ulrika Modéer, secretária-geral adjunta da ONU, em entrevista à euronews, em Bruxelas.

Bilal Hussein/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Refugiados sírios num campo no LíbanoBilal Hussein/Copyright 2023 The AP. All rights reserved

O terramoto que atingiu a Turquia e a Síria, em fevereiro passado, agravou a crise e as organizações não-governamentais locais na linha da frente não conseguem fazer face à situação.

A situação de insegurança, nomeadamente as operações militares inesperadas, é algo que torna a vida cada vez mais difícil e temos de tomar uma série de medidas.
Hisham Dirani
Diretor-executivo, Violet (ONG na Síria)

A euronews falou com uma delas, a Violet, que opera na região noroeste controlada pelos rebeldes (sobretudo em Idlib e Alepo), com 1200 voluntários a tentarem ajudar jovens e mulheres. Estão também a gerir duas maternidades e dois hospitais para cuidados de saúde primários.

"Precisamos de financiamento flexível que possamos mobilizar e utilizar imediatamente quando temos catástrofes. Temos de manter a nossa capacidade de resposta a emergências", explicou Hisham Dirani, diretor-executivo da Violet, em declarações à euronews.

"A situação de insegurança, nomeadamente as operações militares inesperadas, é algo que torna a vida cada vez mais difícil e temos de tomar uma série de medidas", acrescentou Hisham Dirani.

Repatriação forçada?

Dos 6,8 milhões de sírios que deixaram o país, cerca de 5,2 milhões não estão longe de casa. A Turquia recebeu cerca de 3,2 milhões de refugiados e os restantes estão espalhados pelo Líbano, Jordânia, Iraque e Egipto.

Mas os líderes destes países falam cada vez mais em repatriar os sírios que acolheram.

Um dos argumentos é o facto de não haver perspetivas de uma alternativa política viável ao regime, em particular desde que a Liga Árabe readmitiu, em maio passado, o Presidente Bashar Al-Assad, que tinha sido expulso quando a guerra civil começou, em 2011.

"Se os países vizinhos da Síria passarem das palavras aos atos e começarem a repatriar os refugiados que acolhem há mais de uma década, os fluxos migratórios poderão alterar-se. Em vez de regressarem a casa, os refugiados poderão procurar outro porto seguro e a Europa é um destino provável", explica a correspondente da euronews em Bruxelas, Isabel Marques da Silva.

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