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Azerbaijão e Turquia decidiram não ir à cimeira da Comunidade Política Europeia

Pessoas em frente a um logótipo da Cimeira Política Europeia, na véspera da Cimeira da Comunidade Política Europeia, em Granada, no sul de Espanha, a 4 de outubro de 2023\.
Pessoas em frente a um logótipo da Cimeira Política Europeia, na véspera da Cimeira da Comunidade Política Europeia, em Granada, no sul de Espanha, a 4 de outubro de 2023\. Direitos de autor THOMAS COEX / AFP
Direitos de autor THOMAS COEX / AFP
De  Alice TideyAida Sanchez; Isabel Marques da Silva (Trad.)
Publicado a Últimas notícias
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Artigo publicado originalmente em inglês

Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão, decidiu não participar na cimeira da Comunidade Política Europeia, em Granada (Espanha), no último minuto, roubando à reunião um dos seus principais resultados: uma reunião com o seu homólogo arménio, mediada pela UE, para atenuar as tensões no Cáucaso.

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A cimeira da Comunidade Política Europeia (CPE) reuniu 45 dirigentes de toda a Europa, quinta-feira, para debater desafios comuns e falar de assuntos de carácter informal. 

Além do líder azeri, também estará ausente o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, um dos principais aliados de Aliyev, que disse estar doente com uma constipação.

A cimeira será organizada em quatro grupos de trabalho para debater o multilateralismo, o ambiente e as questões digitais, incluindo a inteligência artificial, tendo como tema principal a guerra na Ucrânia.

Uma pedido urgente de “um escudo de defesa para o inverno” contra a Rússia foi feito pelo presidente da Ucrânia, Volodymir Zelenskyy: "O principal desafio que temos é salvar a unidade na Europa". 

"E não estou a falar apenas dos países da UE, mas de toda a Europa. Penso que o maior desafio que teremos é o facto da Rússia atacar através da desinformação, de notícias falsas, etc", disse o líder aos jornalistas.

Já o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, esperava mediar uma reuinião em que participariam o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinyan, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz. 

Este foi o formato das reuniões sobre a situação no Cáucaso nas duas cimeiras anteriores do CPE, mas desta vez não estará presente o líder azeri, tendo uma fornte ofical mencionado como motivo 

"Grande responsabilidade por parte do Azerbaijão a "atmosfera anti-Azerbaijão", citado pela agência de notícias AFP.

A cimeira realiza-se apenas duas semanas depois de as forças armadas do país terem lançado uma ofensiva militar para recuperar o controlo do enclave Nagorno-Karabakh aos separatistas de etnia arménia, provocando um êxodo em massa.

Baku disponível para reuniões em Bruxelas

Mas o governo de Baku anunciou, entretanto, que está disponível para negociações de pacificação mediadas pela UE, em Bruxelas. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, realçou a necessidade de estabilidade na região do Cáucaso.

"Tive uma conversa telefónica com o presidente do Azerbaijão há dois dias e ele deixou bem claro que não tem qualquer reivindicação territorial sobre a Arménia. Penso que é preciso dizer de uma forma muito clara que existe um reconhecimento mútuo da integridade territorial", disse Michel aos jornalistas, em Granada.

A UE condenou a ofensiva do Azerbaijão e Michel disse à Euronews, no início desta semana, que estava "extremamente desapontado" com a decisão azeri.

O presidente do órgão que réune os chefes de Estado e de governo da UE apelou à realização de negociações para "estabelecer compromissos de ambas as partes", sublinhando, no entanto, que "há uma grande responsabilidade do lado do Azerbaijão, que lançou esta operação militar".

A UE também prometeu milhões de euros em ajuda humanitária à Arménia, enquanto que a França anunciou, na terça-feira, que iria fornecer armas ao governo de Erevã.

As tensões na região dos Balcãs Ocidentais também devem estar no topo da agenda, com uma reunião entre o presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, e a presidente do Kosovo, Vjosa Osmani. No entanto, como o papel de Osmani é em grande parte cerimonial, porque é o primeiro-ministro que detém o poder, é improvável que haja um avanço.

"Um dia produtivo para a Ucrânia e para a Europa

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, é um dos líderes mais procurados para reuniões de vários formatos com outros líderes, sendo um deles uma bilateral com o presidente francês. O dirigente ucraniano afirmou que vai apresentar "propostas substanciais" para melhorar a arquitetura de segurança europeia.

"A principal prioridade da Ucrânia, especialmente com a aproximação do inverno, é reforçar a defesa aérea", acrescentou, citando "novos acordos com parceiros" que precisam de ser finalizados e implementados.

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"Este deverá ser um dia produtivo para a Ucrânia e para a Europa no seu conjunto", acrescentou.

A cimeira do CPE será seguida, na sexta-feira, por uma reunião informal do Conselho Europeu, onde se espera que os 27 líderes da UE discutam o alargamento, a migração e a chamada Agenda Estratégica, que define as áreas prioritárias do bloco para a próxima legislatura.

Ucrânia e Moldova gostariam de iniciar as conversações de adesão este ano e os seis países da região dos Balcãs Ocidentais exigem um calendário mais claro.

"O alargamento é sempre bom para a Europa", disse Leo Varadkar, primeiro-ministro da Irlanda, aos jornalistas.

"Ajuda a garantir mais segurança, ajuda a consolidar a democracia e os direitos humanos. E também ajuda a economia europeia a crescer. Por isso, penso que também é importante que, quando olhamos para as questões, não as vejamos apenas como um cálculo financeiro", acrescentou o líder.

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(Atualizado para incluir declarações de vários líderes aos jornalistas em Granada)

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