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Manifestação: Familiares de reféns israelitas pedem apoio da UE

Manifestação em Bruxelas a favor da libertação dos reféns israelitas em Gaza
Manifestação em Bruxelas a favor da libertação dos reféns israelitas em Gaza Direitos de autor Euronews 2023
Direitos de autor Euronews 2023
De  Mared Gwyn Jones
Publicado a
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Artigo publicado originalmente em inglês

Familiares dos israelitas raptados pelo Hamas, e levados para a Faixa de Gaza, manifestaram-se, quarta-feira, junto do Parlamento Eurpoeu, em Bruxelas, pedindo aos líderes europeus que usem a sua influência política para garantir a libertação imediata reféns.

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"As palavras não descrevem este sentimento que não desejo que ninguém sinta", disse Shira Havron à Euronews. "Penso na minha família a ver as suas casas a arder, a esconder-se - aterrorizada - a serem separados uns dos outros, a serem levados violentamente para o desconhecido", acrescentou a manifestante.

A estudante israelita, de 27 anos, estava de férias em Londres (Reino Unido), no fim-de- semana em que o grupo Hamas lançou o ataque contra Israel, massacrando mais de mil pessoas e raptando cerca de 150.

Pensa-se que entre os reféns estão onze membros da sua família, incluindo os seus primos Naveh, de oito anos, e Yahel, de apenas três.

Shira vive em Telavive (capital de Israel), mas passou a sua infância em Be'eri, um kibutz no sul de Israel construído pelo seu avô, um sobrevivente do Holocausto, e onde a sua família ainda reside. Be'eri fica a apenas cinco quilómetros da fronteira com Gaza e foi um dos primeiros locais visados pelo Hamas na manhã de sábado e as autoridades encontraram mais de 100 mortos.

Shira conseguiu trocar mensagens com a família, que se escondeu num abrigo enquanto os militantes do Hamas atacavam o kibutz, mas depois o contacto perdeu-se. O telefone do seu tio foi mais tarde localizado na Faixa de Gaza.

Shira Hevron, whose relatives are believed to have been kidnapped by Hamas, speaks to Euronews
Shira Hevron, whose relatives are believed to have been kidnapped by Hamas, speaks to EuronewsEuronews 2023

"Passaram-se muitas horas e o silêncio tornou-se cada vez mais forte. E continua a sê-lo desde sábado de manhã", disse Shira, que se juntou aos manifestantes em frente ao Parlamento Europeu.

Jonathan Guttman, 31 anos, licenciado em medicina e residente em Praga (Chéquia), também participou na manifestação. O seu primo Evyatar, de 23 anos, estava a celebrar a festa judaica de Sukkot no festival Supernova, no sul de Israel, quando os militantes do Hamas invadiram o local, matando cerca de 260 pessoas.

A minha mensagem é que façam tudo o que estiver ao vosso alcance para libertar estas pessoas. Sabem que é a coisa certa a fazer, uma coisa humana a fazer. Estes são os valores da União Europeia: igualdade, direitos humanos.
Jonathan Guttman
Familiar de refém israelita

A família acredita que Evyatar se encontra entre os reféns, depois de terem surgido vídeos que o mostram detido por militantes do Hamas, algemado com braçadeiras, e a ser levado para a Faixa de Gaza. As Forças de Defesa de Israel também disseram que Evyatar foi raptado.

Jonathan Guttman's cousin is believed to be among the Israelis taken hostage by Hamas
Jonathan Guttman's cousin is believed to be among the Israelis taken hostage by HamasEuronews 2023

Tanto Shira como Jonathan apelaram aos líderes da UE para que utilizem a sua influência política para garantir a libertação em segurança dos seus familiares e amigos.

"A minha mensagem é que façam tudo o que estiver ao vosso alcance para libertar estas pessoas. Sabem que é a coisa certa a fazer, uma coisa humana a fazer. Estes são os valores da União Europeia: igualdade, direitos humanos", disse Jonathan.

"Por favor, ajudem-nos a libertá-los", pediu Shira, "por favor, pressionem as pessoas certas, os líderes mundiais, qualquer pessoa que possa ajudar o nosso governo a libertá-los".

Uma "responsabilidade" da UE

Dan Sobovitz, um dos organizadores da manifestação e membro do Conselho de Administração do Centro Comunitário Judaico Secular (CCLJ), com sede em Bruxelas, disse à Euronews que os familiares tiveram uma reunião produtiva com os líderes da UE, incluindo o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, na quarta-feira.

Esta não é apenas uma responsabilidade do governo israelita, é também uma responsabilidade dos governos da UE, porque há cidadãos da UE entre os reféns, porque se trata de uma crise humanitária e porque qualquer pessoa civilizada deve ficar chocada com a ideia de um bebé ser mantido refém por terroristas.
Dan Sobovitz
Conselho de Administração do Centro Comunitário Judaico Secular, Bruxelas

"Esta não é apenas uma responsabilidade do governo israelita, é também uma responsabilidade dos governos da UE, porque há cidadãos da UE entre os reféns, porque se trata de uma crise humanitária e porque qualquer pessoa civilizada deve ficar chocada com a ideia de um bebé ser mantido refém por terroristas", disse Sobovitz.

"Eles (os reféns) não deveriam ser usados num jogo político. Não devem ser uma forma de justificar o que quer que Israel faça ou o Hamas faça. Eles precisam de ser libertados", acrescentou.

Cinco dias após o ataque do Hamas, o destino dos reféns permanece incerto e a sua localização e contacto na Faixa de Gaza está a revelar-se difícil. Os dirigentes da UE têm apelado repetidamente ao seu regresso em segurança.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich (eleito pela de extrema-direita), defendeu que o exército israelita deve "atacar brutalmente o Hamas e não ter em consideração a questão dos prisioneiros", o que levou à condenação de muitos israelitas.

Na quarta-feira, o embaixador de Israel junto da UE disse à Euronews que o Hamas estava a utilizar reféns e civis palestinianos inocentes como "escudo humano" em Gaza. 

os manifestantes também mencionaram a solidariedade com o povo palestiniano, que sofreu perdas devastadoras na contraofensiva israelita desde sábado, com pelo menos mil mortos.

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