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Banco de Hidrogénio com 800 milhões de euros para projetos

O hidrogénio representou menos de 2% do consumo de energia da Europa, em 2022
O hidrogénio representou menos de 2% do consumo de energia da Europa, em 2022 Direitos de autor Bernat Armangue/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Bernat Armangue/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De  Isabel Marques da SilvaMaria Psara
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A Comissão Europeia criou um Banco de Hidrogénio para apoiar o desenvolvimento deste combustível no cabaz energético da UE. A ideia é disponibilizar 800 milhões de euros para ajudar as indústrias e para alavancar investimentos privados na produção com base em fontes de energia renováveis.

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"Autorizámos mais de 17 mil milhões de euros em auxílios estatais para cerca de 80 projetos de hidrogénio em toda a União Europeia. E esta semana damos o próximo passo, lançando o primeiro leilão do Banco Europeu de Hidrogénio. É apoiado por 800 milhões de euros em financiamento europeu. E, mais importante ainda, atrairá financiamento do setor privado e resultará em acordos comerciais de venda", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no discurso de abertura da Semana do Hidrogénio, segunda-feira, em Bruxelas.

Espera-se que o chamado hidrogénio verde desempenhe um papel fundamental na descarbonização da economia, emitindo cada vez menos gases poluentes que causam as mudanças climáticas.

Podemos ter carros, autocarros, comboios e até aviões e navios movidos a hidrogénio verde, que não é poluente.
Maroš Šefčovič
Vice-Presidente, Comissão Europeia

No ano passado, hidrogénio representou menos de 2% do consumo de energia da Europa e foi utilizado, principalmente, para produzir produtos químicos, taio,s como plásticos e fertilizantes.

"Gostaríamos de demonstrar, claramente, que somos os líderes globais no que diz respeito à utilização destas novas tecnologias, que podemos, de facto, substituir os combustíveis fósseis por hidrogénio verde, que podemos produzir aço com uma pegada de carbono muito baixa ou nula, e, na verdade, também podemos ter carros, autocarros, comboios e até aviões e navios movidos visualmente a hidrogénio verde, que não é poluente", exoplicou Maroš Šefčovič, vice-Presidente da Comissão Europeia, em declarações à euronews.

Produzir e importar na mesma medida

Os objetivos para o futuro próximo passam por produzir 10 milhões de toneladas e importar mais 10 milhões de toneladas até 2030.

Decisores políticos, investigadores e a indústria tentam estabelecer parcerias que permitam alcançar essas metas, explicou Jorgo Chatzimarkakis, diretor-executivo da Hydrogen Europe, em declarações à euronews.

"A crise energética que a Europa tem enfrentado até agora, em particular, devido à invasão da Rússia na Ucrânia, mostrou o quão dependentes somos. Mas podemos ser grandes produtores de hidrogénio na Europa, principalmente em países que têm muito vento e muita energia solar: Espanha, Irlanda ou Dinamarca são países perfeitos para a produção de hidrogénio", disse. 

"Mas, para ser sincero, também precisamos de importar hidrogénio. E é por isso que estamos super felizes em receber aqui a África do Sul, o Brasil, a Arábia Saudita", referiu ainda.

Há muito trabalho a fazer em infra-estruturas e investimentos e alguns projectos já estão a ser desenhados. Um gasoduto submarino para transportar hidrogénio verde está a ser preparado entre Espanha e França.

A Alemanha pediu ao Reino Unido que considerasse a construção de um gasoduto de hidrogénio ao longode 400 milhas sob o Mar do Norte.

O objectivo de Portugal até 2030, e duplicar a produção  de 2,5 GW para 5,5 GW.

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