“Proteger, fortalecer, antecipar” é o lema da Bélgica para presidência do Conselho da UE

O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, e. o seu governo vão coordenar os trabalhos do Conselho da UE
O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, e. o seu governo vão coordenar os trabalhos do Conselho da UE Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Gregoire Lory
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“Proteger, fortalecer, antecipar” é o lema da presidência do Conselho da União Europeia (UE) a cargo da Bélgica, a partir de 1 de janeiro, e que é a 13ª que o país leva a cabo.

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O governo belga será o coordenador dos trabalhos do Conselho da UE no primeiro semestre do ano, que deverá ser um período político turbulento, até porque decorre a campanha para as eleições europeias no início de junho.

Há 150 dossiês para concluir e o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, tem como prioridade a proteção dos cidadãos europeus, seguida de um olhar a mais longo prazo.

"O segundo elemento é fortalecer a nossa economia, ter uma economia que crie  prosperidade, crie empregos e financie a nossa solidariedade social. Ajudar esta economia a fazer a transição para uma economia sustentável, uma indústria que nos ajude a alcançar os objetivos do Pacto Ecológico Europeu", disse o governante.

No que diz respeito ao Pacto Ecológico Europeu, a presidência belga terá de ajudar a alcançar um acordo sobre as emissões de dióxido de carbono provenientes de camiões e autocarros.

Outro compromisso inter-institucional pendente prende-se com as embalagens, com novas metas para reduzir, reutilizar e reciclar. A Bélgica coordenará, ainda, o debate inicial sobre revisão das metas da política climática para 2040.

Será também necessário um compromisso sobre a revisão do quadro financeiro plurianual da UE, que estará em vigor até 2027. Na semana passada, os 27 líderes não conseguiram chegar a acordo sobre o aumento orçamental solicitado pela Comissão Europeia.

Maior e melhor UE

Por último, a reforma do sistema de voto no Conselho Europeu e os moldes de alargamento do bloco estarão, também, na agenda de Alexander De Croo.

"Trata-se de preparar a nossa Europa para ter um melhor desempenho. E antes de nos tornarmos maiores, temos de nos tornar melhores, temos de nos tornar melhores na tomada de decisões, mais rapidamente, o que nos ajudarás a manter a nossa unidade", disse.

Em 2024, a UE vai celebrar o 20.º aniversário do grande alargamento a dez países, sobretudo do Leste, tendo passado para 25 Estados-membros. Entretanto, entraram mais três países e saiu o Reino Unido. Mas o bloco prepara-se para um novo alargamento aos países dos Balcãs Ocidentais, bem como à Ucrânia e Moldova.

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