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Corrida legislativa para fechar 140 dossiês até junho no Parlamento Europeu

Eleições europeias decorrem de 6 a 9 de junho
Eleições europeias decorrem de 6 a 9 de junho Direitos de autor Ermindo Armino/Copyright 2019 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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O Parlamento Europeu irá acelerar a votação de legislação antes do final do seu mandato, a fim de encerrar o maior número possível dos 140 dossiês até as eleições europeias de junho.

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Embora a ida às urnas para as eleições europeias decorra de 6 a 9 de junho, os trabalhos das comissões parlamentares do Parlamento Europeu encerram no final de abril, dando aos eurodeputados apenas quatro meses para votarem mais de 140 dossiês legislativos.

Dado o sistema de co-legislação, é necessário acelerar as discussões com o Conselho da União Europeia, que representa os 27 Estados-membros mas, também, acrescentar votações extraordinárias em plenário.

"É verdade que haverá sessões plenárias em Estrasburgo com muitas questões para votar. Normalmente, o que pode ser feito é adicionar uma sessão de votação, por exemplo, à tarde, para não estarem a votar mais de duas ou três horas seguidas, para que os deputados continuem concentrados. Não podem ficar a votar horas a fio”, referiu, à euronews, Jaume Duch Guillot, porta-voz do Parlamento Europeu.

O novo Pacto de Migração e Asilo, a lei de Inteligência Artificial e as novas regras orçamemtais  do bloco são alguns dos dossiês mais importantes e urgentes.

Além de deixar a "casa arrumada" para os próximos parlamentares, algumas bancadas mais progressistas temem perder poder de voto se se confirmar o expetável reforço nas urnas das forças populistas e de extrema-direita, mais eurocéticas.

Eu diria que o meu grupo vai, até ao final do semestre, jogar na defesa, porque acredito que a grande maioria (de centro) está a levar a União Europeia de forma sonâmbula para o desastre. E devemos evitar isso.
Philippe Lamberts
Eurodeputado, verdes, Bélgica

Para o líder dos verdes, o belga Philippe Lamberts, a versão final do pacto de migração e asilo é uma concessão a essas forças políticas.

"Ainda há muitos dos dossiês do lado do Pacto Ecológico Europeu, mas também este infame pacto de asilo e migração, sobre o qual existe um acordo que não resolverá nada. É algo que segue, basicamente, os passos da direita radical, o que considero também um grande erro. Eu diria que o meu grupo vai, até ao final do semestre, jogar na defesa, porque acredito que a grande maioria (de centro) está a levar a União Europeia de forma sonâmbula para o desastre. E devemos evitar isso", disse Lamberts à euronews.

De acordo com as últimas sondagens de opinião, as forças de extrema-direita e radicais no Parlamento Europeu poderão aumentar a sua representação parlamentar nas eleições de junho, enquanto que os partidos de centro e os verdes poderão perder assentos.

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