Um quarto dos jovens romenos vive com privação material e social severa

Um quarto dos jovens romenos sofre de graves privações materiais e sociais
Um quarto dos jovens romenos sofre de graves privações materiais e sociais Direitos de autor Michael Varaklas/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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Em 2022, a Roménia tinha a taxa mais elevada de jovens que não trabalhavam ou não estavam a estudar.

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Um quarto dos jovens romenos (25,4%) atravessa privações materiais e sociais severas, segundo dados divulgados pelo Eurostat. A taxa, na Roménia, é a mais elevada da União Europeia, quatro vezes superior à média de 6% registada no conjunto dos 27 Estados-membros. 

A privação material e social grave é descrita como a falta de artigos necessários e desejáveis para viver uma vida com condições adequadas.

Considera-se que os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos são afetados por privações materiais e sociais quando não são capazes de satisfazer sete de 13 critérios, incluindo a capacidade de fazer face a despesas inesperadas, de manter a casa adequadamente aquecida, de comprar mobiliário, vestuário ou calçado, de ter acesso a um automóvel para uso pessoal ou de ter ligação à internet.

De acordo com os sociólogos consultados, as difíceis condições de vida na Roménia resultam da falta de políticas sociais e de empregos remunerados. Em 2022, o país apresentava a taxa mais elevada de jovens entre os 15 e os 29 anos que não tinham emprego, não estavam a estudar ou em formação: 19,8%, um número muito acima da média da UE, de 11,7%.

A Bulgária, com 18,6%, regista a segunda taxa mais elevada de jovens em privação material e social da UE. A Grécia vem em terceiro lugar, com uma taxa de 14,9%.

Por outro lado, a percentagem era inferior a 3% em 12 Estados europeus, como a Eslovénia, Áustria, Croácia, Luxemburgo, Polónia, Chéquia, Países Baixos, Estónia, Malta, Chipe, Finlândia e Suécia.

Em Portugal, a taxa de privação material e social dos jovens é de 3,2%, segundo os dados do Eurostat.

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