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Ucrânia impõe cortes de energia de emergência devido a ataques russo à rede elétrica

Agentes da polícia cobrem um cadáver após o ataque de mísseis russos a um edifício de apartamentos em Kharkiv, 31 de maio de 2024
Agentes da polícia cobrem um cadáver após o ataque de mísseis russos a um edifício de apartamentos em Kharkiv, 31 de maio de 2024 Direitos de autor AP Photo
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De  Euronews com AP
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Artigo publicado originalmente em inglês

O operador estatal da rede elétrica, Ukrenergo, revelou que os cortes de energia afetaram tanto os consumidores industriais como os domésticos.

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A Ucrânia impôs cortes de energia de emergência na maior parte do país, um dia depois de a Rússia ter desencadeado ataques em grande escala às infraestruturas energéticas.

Os cortes de energia foram impostos em todas as regiões, exceto em três, na sequência do ataque de sábado com drones e mísseis contra alvos da rede, e que feriu pelo menos 19 pessoas.

O operador estatal da rede elétrica ucraniana, Ukrenergo, afirmou que os cortes afetaram tanto os consumidores industriais como os domésticos.

Os ataques russos à rede elétrica ucraniana, nas últimas semanas, obrigaram o governo a instituir apagões contínuos a nível nacional.

Bombeiros apagam um incêndio num edifício de apartamentos danificado pelo ataque de mísseis russos em Kharkiv, 31 de maio de 2024
Bombeiros apagam um incêndio num edifício de apartamentos danificado pelo ataque de mísseis russos em Kharkiv, 31 de maio de 2024AP Photo

Sem defesas aéreas adequadas para contrariar esses ataques e permitir reparações, as falhas de energia poderão agravar-se com o aumento das necessidades no final do verão e com o frio intenso do inverno.

Entre os ataques recentes mais significativos contam-se aquele que atingiu uma barragem em abril, e que danificou a maior central térmica de Kiev, e um ataque maciço a 8 de maio que visou instalações de produção e transmissão de energia em várias regiões.

Na sequência do ataque de sábado, a Força Aérea ucraniana revelou no domingo que as defesas aéreas tinham abatido os 25 drones lançados durante a noite.

A Rússia declarou, também no domingo, que tinha tomado controlo da aldeia de Umanske, na região de Donetsk, parcialmente ocupada pela Rússia.

A nova ofensiva russa no norte da Ucrânia centrou-se na região de Kharkiv, mas parece incluir testes às defesas ucranianas em Donetsk, mais a sul, ao mesmo tempo que lançou incursões nas regiões setentrionais de Sumy e Chernihiv.

Zelenskyy acusa China de interferir

Na Rússia, seis pessoas ficaram feridas num bombardeamento na cidade de Shebekino, na região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, informou no domingo o governador regional, Vyacheslav Gladkov.

Durante a conferência de segurança de Shangri-La, em Singapura, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy acusou a China de ajudar a Rússia a prejudicar a cimeira internacional de paz que se realizará no final deste mês na Suíça.

"A Rússia, utilizando a influência chinesa na região e os diplomatas chineses, faz tudo para perturbar a cimeira de paz", disse Zelenskyy. "É lamentável que um país tão grande, independente e poderoso como a China, seja um instrumento nas mãos de Putin."

Zelenskyy afirmou que mais de 100 países confirmaram a sua participação na cimeira, que terá lugar a partir de 15 de junho, numa estância situada junto do Lago de Lucerna, no centro da Suíça.

Também no domingo, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, confirmou que o presidente Joe Biden concordou em permitir que a Ucrânia utilize algumas armas fornecidas pelos Estados Unidos para atacar dentro da Rússia, a fim de aliviar a "incrível pressão" que a Rússia exerceu sobre Kharkiv.

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