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EUA, Alemanha e NATO autorizam Ucrânia a atacar alvos na Rússia com armas ocidentais

Antony Blinken fala em reunião da NATO
Antony Blinken fala em reunião da NATO Direitos de autor Associated Press
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De  Euronews
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O presidente dos Estados Unidos permite o uso de armas americanas mas apenas perto da região de Kharkiv, segundo avançam funcionários norte-americanos. Governo alemão autoriza ataques em solo russo contra alvos militares, apesar de na Alemanha haver muita oposição à medida por receio de uma escalada

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Numa altura em que a Rússia ganha terreno no leste da Ucrânia após a ofensiva lançada a 10 de maio na região de Kharkiv, os aliados autorizam que as armas ocidentais sejam utilizadas contra alvos em território russo.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu permissão à Ucrânia para utilizar armas fornecidas pelos Estados Unidos para ataques na Rússia, mas apenas perto da região de Kharkiv, segundo funcionários norte-americanos.

À BBC, um destes funcionários contou que a sua equipa tinha sido instruída no sentido de garantir que a Ucrânia pudesse utilizar as armas americanas para “fins de contrafogo" e para responder "às forças russas que os atingem ou se preparam para os atingir”.

Na prática, a Ucrânia pode agora lançar mão de rockets e lançadores de rockets norte-americanos para abater mísseis russos lançados em direção a Kharkiv.

No entanto, um responsável da Casa Branca, citado pelo Politico, que avançou com a notícia em exclusivo, deixa claro que a política de não permitir ataques de longo alcance dentro da Rússia “não se alterou”. Ou seja, a Ucrânia continuará a estar proibida de utilizar armas de maior alcance em solo russo, nomeadamente os ATACMS - Sistema de mísseis táticos do exército.

Questionado pela CBS sobre se a nova política incluía o ataque a aviões russos, um funcionário afirmou: “Nunca lhes dissemos [à Ucrânia] que não podem abater um avião russo em solo russo que venha atacá-los”.

Washington, que fornece a maior parte do armamento da Ucrânia, tinha resistido a aliviar estas restrições por receio de uma escalada.

A Casa Branca e o Departamento de Estado não fizeram comentários oficiais sobre este assunto.

O Reino Unido já tinha autorizado Kiev a recorrer a armas britânicas para lançar ataques na Rússia, posição transmitida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Cameron, numa visita à capital ucraniana no início de maio.

Luz Verde da Alemanha

A Alemanha decidiu também levantar as restrições à Ucrânia e autorizar Kiev a utilizar armas fornecidas pela Alemanha contra alvos militares na Rússia, disse na manhã desta sexta-feira em Berlim o porta-voz do governo alemão, Steffen Hebestreit.

“Nas últimas semanas, a Rússia preparou, coordenou e levou a cabo ataques a partir de posições na área de Kharkiv, em particular a partir da região fronteiriça russa diretamente adjacente”, afirmou Hebestreit.

A Ucrânia “tem o direito, garantido pelo direito internacional, de se defender contra estes ataques”, acrescentou.

Para o fazer, pode utilizar as armas fornecidas para esse efeito, em conformidade com as suas obrigações jurídicas internacionais, incluindo as que nós fornecemos”, concluiu.

Até agora, o chanceler alemão Olaf Scholz tinha rejeitado o envio para a Ucrânia de mísseis de cruzeiro Taurus de longo alcance por receio de que isso pudesse colocar a Alemanha em confronto direto com a Rússia.

Berlim muda de posição após o levantamento das restrições à Ucrânia por parte dos Estados Unidos.

A posição é controversa, com opositores declarados na Alemanha, que temem uma escalada do conflito ou o envolvimento direto da Alemanha na guerra.

Cimeira da NATO em Praga

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO estão numa cimeira informal de dois dias em Praga, que termina esta sexta-feira, com a aliança militar a procurar novas formas de ajudar a Ucrânia.

O secretário-geral da NATO tem apelado repetidamente ao abrandamento das restrições impostas a Kiev, numa altura em que Moscovo intensifica os seus ataques em redor de Kharkiv.

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"Esta é uma guerra de agressão. A Rússia atacou outro país, violou o direito internacional, invadiu a Ucrânia, e a Ucrânia tem o direito à autodefesa. O presidente Joe Biden deu luz verde a Kiev para atacar a Rússia com armas americanas a fim de defender Kharkiv.", declarou Jens Stoltenberg, líder da Aliança Atlântica, durante a cimeira de Praga.

A segunda maior cidade da Ucrânia fica a apenas 20 quilómetros da fronteira russa.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros checo agradeceu aos países que aderiram à iniciativa checa para a entrega das munições de que a Ucrânia necessita com urgência.

"Será literalmente no próximo mês, dentro de algumas semanas, que os primeiros lotes serão entregues à Ucrânia, para que esta os possa utilizar para se defender da bárbara invasão russa", disse Jan Lipavsky, ministro dos Negócios Estrangeiros da Chéquia.

Portugal avançou com uma contribuição de 100 milhões de euros para este programa checo de aquisição conjunta de munições.

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A próxima cimeira da NATO terá lugar em julho, em Washington.

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