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Julian Assange libertado e a caminho de casa depois de chegar a acordo com a Justiça dos EUA

Julian Assange passou os últimos cinco anos numa prisão de alta segurança no Reino Unido
Julian Assange passou os últimos cinco anos numa prisão de alta segurança no Reino Unido Direitos de autor Kin Cheung/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Kin Cheung/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De  Ricardo Figueira
Publicado a Últimas notícias
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O fundador do Wikileaks deixou o Reino Unido e a prisão de alta segurança onde passou os últimos cinco anos, depois de um acordo com a Justiça norte-americana.

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O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é um homem livre. Assange deixou o Reino Unido e entrou num avião a caminho das ilhas Marianas, um protetorado norte-americano onde será presente a um juíz, após um acordo com a justiça norte-americana. Assange aceitou declarar-se culpado da acusação de divulgar segredos de defesa dos Estados Unidos e em troca recebe uma pena de prisão de cinco anos, já cumpridos no Reino Unido, pelo que não deve voltar para trás das grades.

Assange tinha recorrido ao supremo tribunal britânico, depois da ordem de extradição para os Estados Unidos.

Depois da audiência nas Marianas, Assange deverá ir para a Austrália, país de onde é natural.

Assange passou os últimos cinco anos numa prisão de alta segurança no Reino Unido, depois de um período em que esteve refugiado na embaixada do Equador em Londres, enquanto se debatia com os pedidos de extradição da justiça norte-americana, acusado de ter divulgado segredos de defesa altamente confidenciais através da sua plataforma.

O australiano terá sido libertado na manhã de segunda-feira, mas a notícia só foi divulgada ao fim da noite. O vídeo divulgado pelo Wikileaks no X (antigo Twitter) mostra Assange a entrar no avião no aeroporto de Stansted, segunda-feira à tarde, depois de libertado da prisão de Belmarsh.

Em 2010, o Wikileaks publicou uma série de documentos relativos às operações norte-americanas no Afeganistão e no Iraque, fornecidos pela denunciante Chelsea Manning. Na mesma altura, foi acusado pela Suécia de agressão sexual e pedida a extradição, tendo-se refugiado na embaixada equatoriana em Londres. As autoridades norte-americanas acusaram-no então de espionagem e pediram a extradição de Assange.

Uma operação da polícia extraiu-o da embaixada em 2019 e tem estado desde então numa cela isolada de 2x3 metros na prisão de alta segurança de Belmarsh.

Um amplo movimento mundial tem feito pressão pela libertação de Assange. No momento da libertação, o Wikileaks e a família agradeceram todo este movimento. Assange deverá em breve voltar para a companhia da mulher Stella, com quem casou na prisão, e dois filhos, que apenas conheceram o pai preso.

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