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Governo australiano saúda libertação de Julian Assange

Calvário jurídico de Julian Assange prestes a acabar
Calvário jurídico de Julian Assange prestes a acabar Direitos de autor Kirsty Wigglesworth/Copyright 2017 The AP. All rights reserved.
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De  Ricardo Figueira
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Fundador do Wikileaks foi libertado da prisão no Reino Unido e partiu em direção das ilhas Marianas, onde será presente a um juiz e deve depois sair em liberdade.

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Está prestes a terminar o calvário jurídico de Julian Assange, que dura há 12 anos. O fundador do Wikileaks foi libertado prisão onde estava no Reino Unido e entrou num avião em direção às ilhas Marianas, um protetorado norte-americano, onde será presente a um juíz e deve depois seguir em direção à Austrália natal, como homem livre.

Stella Assange está esperançada: "Tenho confiança de que este período das nossas vidas acabou. Para a semana, o mais tardar, Julian será um homem livre", disse a mulher de Assange e mãe dos dois filhos mais novos do ativista, que nunca viram o pai sem ser preso.

Assange passou os últimos cinco anos numa prisão de alta segurança no Reino Unido, depois de um período em que esteve refugiado na embaixada do Equador em Londres, enquanto se debatia com os pedidos de extradição da justiça norte-americana, acusado de ter divulgado segredos de defesa altamente confidenciais através da sua plataforma.

Segundo o acordo que terá feito com a justiça norte-americana, Assange deve declarar-se culpado de uma acusação de conspiração para revelar segredos de defesa e receber uma pena de cinco anos, tempo que já cumpriu, por isso deve sair em liberdade.

A notícia foi bem recebida pelo primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, que espera poder receber Assange em breve: "O governo está certamente ciente de que o cidadão australiano Julian Assange tem um processo judicial agendado nos EUA. Embora este seja um desenvolvimento bem-vindo, reconhecemos que estes processos são cruciais e delicados. Não há nada a ganhar com a continuação do seu encarceramento e queremos que ele seja trazido de volta para a Austrália", disse o governante.

Os problemas com a justiça começaram quando, em 2010, o Wikileaks publicou uma série de documentos relativos às operações norte-americanas no Afeganistão e no Iraque, fornecidos pela denunciante Chelsea Manning. Ao longo de todo este tempo, um amplo movimento mundial tem feito pressão pela libertação de Assange. No momento da libertação, o WikiLeaks e a família agradeceram a todos aqueles que participaram nesta onda de pressão.

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