Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Poderão as forças russas empurrar o exército ucraniano para fora da região de Kursk até meados de outubro?

Uma placa com a inscrição "Kursk 108 km" é vista na fronteira russo-ucraniana na região de Sumy, Ucrânia
Uma placa com a inscrição "Kursk 108 km" é vista na fronteira russo-ucraniana na região de Sumy, Ucrânia Direitos de autor  Evgeniy Maloletka/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Evgeniy Maloletka/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
De Sasha Vakulina
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Kremlin terá encarregado o seu exército de expulsar as forças ucranianas da região russa de Kursk em menos de um mês. Mas até que ponto será isso exequível, especialmente tendo em conta o próximo passo da Ucrânia na sua incursão?

As forças russas terão sido incumbidas de expulsar o exército ucraniano da região de Kursk até meados de outubro - ou seja, em menos de um mês.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Também lhes foi dito para estabelecerem uma "zona tampão" nas áreas fronteiriças ucranianas no nordeste da Ucrânia até ao final de outubro.

Até que ponto é possível? De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW na sigla original), sediado nos EUA, é muito pouco provável que os militares russos consigam alcançar este resultado, que o ISW classificou como um "empreendimento significativo" num período de tempo tão curto.

O que está a acontecer na região de Kursk?

As forças russas têm estado numa contraofensiva dentro do saliente ucraniano - a parte do território russo capturada pelas forças de Kiev desde o início da incursão, agora um teatro de operações na região - aproximadamente desde 10 de setembro.

Alguns dias depois da contraofensiva russa, as forças ucranianas atravessaram a fronteira russa numa área diferente, cerca de 30 quilómetros a oeste do saliente principal.

A operação foi vista como uma repetição do assalto transfronteiriço de 6 de agosto. Embora em menor escala, poderá ter consequências significativas.

Imagens geolocalizadas indicam que as forças ucranianas avançaram recentemente, de forma marginal, para leste de Veseloye, a oeste do saliente principal.

Se continuarem a tentar contornar Veseloye e atacarem imediatamente Glushkovo, isso pode permitir-lhes pressionar o grupo do exército russo de encontro a uma barreira natural - o rio Seym.

Poderiam conseguir isto virando para leste e nordeste em direção ao saliente principal e tentando ligar-se às forças ucranianas que aí se encontram. Neste caso, as forças ucranianas poderiam encurralar e isolar milhares de efetivos russos.

O que é que a Ucrânia e a Rússia querem em Kursk?

Desde que as forças russas começaram os contra-ataques dentro do saliente principal, ainda não iniciaram operações de combate em grande escala que indicassem uma operação contraofensiva concertada com o objetivo de expulsar completamente as forças ucranianas da área, afirmou o ISW.

O grupo de reflexão explicou que as operações de contraofensiva sustentadas na região de Kursk exigirão que as forças russas reposicionem elementos adicionais da Ucrânia e que afetem forças recém-geradas na Rússia para a área, em vez da linha da frente na Ucrânia.

As forças ucranianas também poderão precisar de elementos adicionais se quiserem continuar a sua ofensiva na região de Kursk.

Embora ainda não tenham estabelecido o controlo de todas as áreas do saliente, o ISW avalia que, nalgumas áreas, têm certamente posições preparadas que constituirão um desafio a qualquer contraofensiva russa concertada.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Rússia continua a avançar em direção a Pokrovsk, Kiev investiga morte de soldado com espada medieval

Este pode ter sido o maior ataque ucraniano ao arsenal de Moscovo desde 2022

UE "não se coibirá" de impor novas sanções à Rússia se os aliados do G7 não chegarem a acordo