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Scholz promete deportar criminosos mesmo para países de alto risco

O chanceler alemão Olaf Scholz discursa durante uma sessão do Parlamento alemão (Bundestag) em Berlim, na quinta-feira, 6 de junho de 2024.
O chanceler alemão Olaf Scholz discursa durante uma sessão do Parlamento alemão (Bundestag) em Berlim, na quinta-feira, 6 de junho de 2024. Direitos de autor Sabina Crisan/(c) Copyright 2024, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten
Direitos de autor Sabina Crisan/(c) Copyright 2024, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten
De  Tamsin PaternosterAbby Chitty com AP
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Artigo publicado originalmente em inglês

Os comentários do chanceler alemão sobre o endurecimento da política de deportação surgem após uma série de incidentes violentos no país, incluindo um esfaqueamento numa manifestação de extrema-direita em Mannheim.

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O chanceler alemão, Olaf Scholz, prometeu na quinta-feira deportar os criminosos condenados por crimes graves para os seus países de origem, incluindo os de alto risco, como a Síria e o Afeganistão.

"Estes criminosos devem ser deportados, mesmo que venham da Síria e do Afeganistão. Os criminosos graves e as ameaças terroristas não têm lugar aqui", disse Scholz num discurso proferido no Bundestag (parlamento alemão).

Scholz acrescentou que o Ministério Federal do Interior está a estudar formas de implementar legalmente as suas observações na política, concluíndo que "o interesse da Alemanha na segurança supera o interesse do criminoso na proteção".

O político do SPD acrescentou que aqueles que glorificam e celebram os crimes terroristas também serão deportados, afirmando que o Governo pretende reforçar os regulamentos de deportação "para que até a condescendência com os crimes terroristas seja seguida de um sério interesse na deportação".

Os comentários de Scholz representam uma mudança significativa da política alemã, na sequência de uma série de incidentes violentos registados na cidade de Mannheim, no sudoeste da Alemanha.

Um polícia foi esfaqueado e morto, na passada sexta-feira, depois de um homem ter ferido cinco pessoas que participavam numa manifestação organizada pelo movimento anti-islâmico Pax Europa.

Pessoas assistem a uma manifestação sob o lema “Mannheim mantém-se unida” em Mannheim, Alemanha, segunda-feira, 3 de junho de 2024.
Pessoas assistem a uma manifestação sob o lema “Mannheim mantém-se unida” em Mannheim, Alemanha, segunda-feira, 3 de junho de 2024.Uli Deck/(c) Copyright 2024, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten

O suspeito do crime é um homem de 25 anos que emigrou do Afeganistão para a Alemanha em 2013 e tinha residência legal no país.

O discurso de Scholz sobre a deportação surge na sequência da campanha do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha, que aproveitou a oportunidade, nos dias seguintes ao incidente, para criticar as políticas de imigração do governo.

A coligação governamental do chanceler, que inclui o SPD, os Verdes e o Partido Democrático Livre, já tinha afirmado anteriormente que iria adotar uma posição mais dura em relação à migração, depois de ter aprovado, em janeiro, uma lei que tornaria mais fácil às autoridades deportar os migrantes cujos pedidos de asilo tivessem sido rejeitados.

A Alemanha suspendeu as deportações para o Afeganistão em 2021, após a tomada do poder pelos talibãs.

Outros partidos políticos alemães, como os Verdes, resistiram à sugestão, apontando o historial do Afeganistão em matéria de direitos humanos.

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