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Mais de 130 000 migrantes pedem para regularizar o seu estatuto em Espanha numa só semana

Uma fila de migrantes num gabinete de serviços públicos em L'Hospitalet de Llobregat, perto de Barcelona, Espanha, terça-feira, 21 de abril de 2026.
Uma fila de migrantes num gabinete de serviços públicos em L'Hospitalet de Llobregat, perto de Barcelona, Espanha, terça-feira, 21 de abril de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
De Christina Thykjaer
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O processo de regularização extraordinária em Espanha começa com mais de 130.000 pedidos numa semana, entre filas de espera, atrasos e uma grande procura por parte dos imigrantes sem documentos.

Mais de 130.000 imigrantes sem documentos já se candidataram ao processo de regularização extraordinária promovido pelo governo espanhol de Pedro Sánchez na primeira semana desde o seu lançamento.

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O elevado número de pedidos reflete o alcance de uma medida que procura dar cobertura legal a pessoas que já vivem e trabalham em Espanha, muitas delas há meses ou anos. O procedimento destina-se àqueles que podem comprovar uma permanência contínua no país antes de 2026, para além de cumprirem requisitos como a ausência de registo criminal.

O processo permanecerá aberto até ao final de junho e pode ser processado tanto online como presencialmente. No entanto, o início do processo tem sido marcado por dificuldades administrativas. Longas filas de espera, problemas no acesso às marcações e atrasos na obtenção da documentação necessária foram registados em diferentes cidades, o que causou preocupação entre os candidatos.

Organizações sociais e entidades que trabalham com a população imigrante alertaram para a necessidade de reforçar os recursos para evitar que a saturação do sistema limite o acesso à regularização. Pedem também maior clareza em alguns requisitos e procedimentos, especialmente para os casos mais vulneráveis.

Entretanto, várias administrações regionais manifestaram reservas quanto ao impacto que esta medida poderá ter nos serviços públicos, num contexto já de tensão em áreas como a saúde e os serviços sociais.

O governo de Madrid defende a iniciativa como um instrumento fundamental para promover a integração e combater a economia paralela, ao permitir que milhares de trabalhadores paguem contribuições e tenham acesso a direitos laborais.

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