Mais de dois milhões de migrantes chegaram a Espanha entre 2023 e 2024, principalmente da América Latina, com um forte aumento de pessoas da Colômbia, Peru e Venezuela.
Espanha registou um aumento notável da população estrangeira nos últimos anos, ao ponto de um em cada quatro residentes nascidos fora do país se ter estabelecido em território espanhol entre 2023 e 2024, de acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este crescimento reflete uma intensificação dos fluxos migratórios recentes, que se aproximam dos registados durante o grande ciclo de chegada de população estrangeira no início da década de 2000. No total, milhões de pessoas nascidas no estrangeiro fazem agora parte da população residente em Espanha, consolidando o país como um dos principais destinos migratórios na Europa.
O aumento está particularmente concentrado entre os cidadãos da América Latina, com um aumento significativo das chegadas de países como a Colômbia, o Peru e a Venezuela. Em contrapartida, outras comunidades estrangeiras com uma história mais longa em Espanha apresentam uma proporção menor de chegadas recentes.
O contexto internacional também influenciou estes movimentos. No caso da Ucrânia, a guerra levou a um aumento significativo das chegadas nos últimos anos, o que se reflecte no peso dos recém-chegados dentro desta comunidade.
Nos últimos anos, a imigração tem-se tornado uma questão cada vez mais polémica. Em abril deste ano, o governo de Pedro Sánchez aprovou um decreto para a regularização de centenas de milhares de imigrantes sem documentos em Espanha. Numa entrevista à Euronews, o ministro da migração defendeu a política de migração espanhola, que tem sido questionada por outros líderes da UE que receiam repercussões a nível europeu.