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Embaixadores da Alemanha, França e Reino Unido reúnem-se com vice de Lavrov em Moscovo

Pessoas passam em frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, em Moscovo, 5 de julho de 2021
Passantes junto ao edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, em Moscovo, 5 de julho de 2021 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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No início deste mês, o presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou a proposta de Volodymyr Zelenskyy para uma reunião presencial com vista a pôr fim aos combates.

Os embaixadores francês, alemão e britânico na Rússia estiveram esta quinta-feira reunidos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Moscovo, dias depois de uma cimeira em Londres com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.

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O Reino Unido recebeu Zelenskyy e os líderes de França e da Alemanha no início da semana, em apoio ao apelo de Kiev para negociações diretas com a Rússia que ponham fim a mais de quatro anos de guerra.

Os enviados reuniram-se com o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Mikhail Galuzin.

“Acabámos de ter uma boa discussão e divulgaremos um comunicado ainda hoje”, disse aos jornalistas, à saída do ministério, o embaixador francês na Rússia, Nicolas de Riviere.

Mas essa avaliação foi contrariada pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, que acusou os embaixadores de promoverem uma “fórmula Zelenskyy sem saída”.

“Os dirigentes destes países fingem, pelas declarações que fazem, apelar à paz, mas na realidade apresentam condições inaceitáveis, aumentam a produção de armas de longo alcance para Kiev e, em geral, dão passos no sentido da militarização da Ucrânia e da Europa”, afirmou.

Friedrich Merz, Volodymyr Zelenskyy, Keir Starmer e Emmanuel Macron à porta do n.º 10 de Downing Street, em Londres, 7 de junho de 2026
Friedrich Merz, Volodymyr Zelenskyy, Keir Starmer e Emmanuel Macron à porta do n.º 10 de Downing Street, em Londres, 7 de junho de 2026 AP Photo

Moscovo, porém, afirmou que os embaixadores foram informados sobre a política “destrutiva” dos seus países em relação à Ucrânia, acusando-os de quererem “prosseguir com a guerra contra a Rússia em nome e à custa” dos países europeus.

O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou este mês a proposta de Zelenskyy para uma reunião presencial que pusesse termo aos combates.

Em Londres, o britânico Keir Starmer, o francês Emmanuel Macron e o alemão Friedrich Merz afirmaram apoiar a proposta de Zelenskyy, e defenderam que a atual linha da frente deve ser um “ponto de partida para negociações”.

Os embaixadores europeus raramente mantiveram contactos com as autoridades russas durante estes quatro anos de guerra de Moscovo contra a Ucrânia, e têm sido frequentemente convocados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Vários países da Europa Ocidental, incluindo França, lançaram a ideia de retomar o diálogo com Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

As conversações lideradas pelos Estados Unidos para pôr termo à guerra não chegaram a lado nenhum e foram ofuscadas pela guerra no Irão.

A Rússia tem preferido falar com a administração do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o conflito, não querendo o Kremlin que os países europeus participem nas negociações para acabar com a guerra.

O Reino Unido, França e a Alemanha têm sido dos aliados mais firmes de Kiev, durante a invasão em grande escala lançada por Moscovo.

Outras fontes • AFP

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