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Criança com implante cerebral para controlar epilepsia está a evoluir positivamente

Hospital Great Ormon Street Hospital
Hospital Great Ormon Street Hospital Direitos de autor Matt Dunham/Copyright 2017 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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Oran tem trezes anos e foi a primeira pessoa receber um implante cerebral para controlar as crises e convulsões epiléticas. Desde a intervenção, as crises diminuíram 80%, o que teve um impacto significativo na sua qualidade de vida.

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Oran Knowlson, de 13 anos, sofre de um tipo de epilepsia raro, Lennox-Gastaut, há cerca de dez anos. Este é um síndrome que provoca convulsões regulares - no caso de Oran eram de 20 a centenas por dia - e dificuldades na aprendizagem.

Em outubro de 2023, o rapaz foi pioneiro do Projeto CADET, um ensaio de estimulação cerebral profunda para crianças com epilepsia. Desde então as convulsões diminuíram 80%, o que teve um impacto muito grande na sua qualidade de vida.

Numa operação que decorreu cerca de oito horas, no Great Ormond Street Hospital, foi instalado um neuroestimulador que envia sinais elétricos para as profundezas do cérebro, reduzindo assim as convulsões.

As crises de epilepsia são desencadeadas por explosões anormais de atividade elétrica no cérebro e o papel deste dispositivo é bloquear, ou interromper, estas manifestações anormais.

"Para Oran e a sua família, a epilepsia mudou completamente as suas vidas e, por isso, vê-lo a montar a cavalo e a recuperar a sua independência é absolutamente espantoso. Não podíamos estar mais felizes por fazer parte do seu percurso", afirmou Martin Tisdall, Neurocirurgião Pediátrico, meses depois do sucesso cirúrgico.

A esperança regressou de facto à família Knowlson que está a sentir as melhorias do pequeno Oran. "O futuro parece promissor, o que eu nem sonhava dizer há seis meses. Para Oran, ter esperança traz entusiasmo. Torna o futuro mais risonho e até mesmo mais alcançável", desabafa a mãe Justine.

Também diagnosticado com autismo e défice de atenção, eram as convulsões epiléticas que tiravam maior autonomia e qualidade de vida a Oran. "Sinto que estou a recuperar o meu filho pouco a pouco. Vai levar tempo, mas, pela primeira vez em dez anos, temos esperança", acrescentou Justine.

Em breve, mais três crianças irão participar no ensaio do Reino Unido, que foi descrito pelos especialistas como um "fator de mudança".

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