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Aeroporto de Lisboa reforçado com 24 militares da GNR para diminuir filas de espera nas chegadas

Passageiros no exterior do aeroporto de Lisboa
Passageiros no exterior do aeroporto de Lisboa Direitos de autor  Armando Franca/Copyright 2025 The AP. All rights reserved
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De Euronews
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Aeroporto Humberto Delgado já tinha sido reforçado com 80 agentes da PSP durante o período de Natal e Ano Novo.

O aeroporto de Lisboa é reforçado esta terça-feira com 24 militares da Guarda Nacional Republicana, medida aprovada pelo Governo para reduzir os tempos de espera na zona das chegadas. A informação é avançada pela agência Lusa, que assinala que não se sabe, por agora, quanto tempo vão ficar os militares da GNR a prestar serviço no Aeroporto Humberto Delgado.

O aeroporto já tinha sido reforçado com 80 agentes da PSP durante o período de Natal e Ano Novo, perante as longas filas de espera dos passageiros para entrarem no país.

Segundo Carlos Catanário, porta-voz da GNR, citado pela Lusa, os 24 militares vão trabalhar em "turnos flexíveis", compostos por equipas de 10 elementos e um supervisor, e vão estar na zona das chegadas para fazer o controlo da documentação.

A mesma fonte assinala que os militares têm formação certificada no controlo de fronteiras e receberam dois dias de formação administrativa por parte da PSP, Autoridade Nacional de Aviação Civil e ANA.

Além do reforço de meios no aeroporto, o Governo decidiu ainda, no mês passado, suspender o sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários durante três meses, para evitar esperas mais longas no aeroporto.

"Deficiências graves" no controlo de fronteiras

A Comissão Europeia levou a cabo uma avaliação sem aviso prévio ao aeroporto de Lisboa entre 15 e 17 de dezembro e concluiu que há "deficiências graves" no controlo de segurança de fronteiras. Foram os alertas dos peritos de Bruxelas que levaram o Governo a adotar medidas urgentes, nomeadamente a suspensão do denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia.

De acordo com o jornal Diário de Notícias, que citava um documento enviado pelo gabinete da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI) a vários ministérios e forças de segurança envolvidas na operação, a equipa da Comissão Europeia detetou falhas graves relacionadas com a a baixa qualidade dos controlos de fronteira de primeira e segunda linha, alertando ainda para as longas filas e tempos de espera excessivos, que terão chegado a sete horas.

Além disso, os técnicos que fizeram a avaliação mencionaram que estava a ser feita frequentemente uma simplificação dos controlos das fronteiras sem que o Executivo comunitário tivesse sido notificado,levando a uma "ausência de controlos de saída no posto de passagem de fronteira do Aeroporto de Lisboa".

O descontrolo no aeroporto vinha sendo assinalado também pelos sindicatos de polícias. Em meados de dezembro, a ministra da Administração Interna reconheceu no Parlamento que a introdução do novo sistema europeu de controlo de fronteiras "correu muito mal", admitindo falhas de planeamento, falta de meios humanos e limitações de espaço no Aeroporto Humberto Delgado.

O cenário repetiu-se noutros países da União Europeia (UE), após a implementação gradual do novo Sistema de Entrada/Saída (EES), que arrancou em outubro, com atrasos significativos para passageiros.

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