Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Questões territoriais são prioridade nas conversações EUA-Rússia-Ucrânia em Abu Dhabi

Chefes das delegações dos EUA, da Rússia e da Ucrânia reúnem-se para conversações de paz em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos - 23 de janeiro de 2026
Chefes das delegações dos EUA, da Rússia e da Ucrânia reúnem-se para conversações de paz em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos - 23 de janeiro de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Euronews com AP
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

As conversações de paz entre os EUA, a Ucrânia e a Rússia para pôr termo à invasão russa da Ucrânia prosseguem este sábado em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, diz que as conversações tripartidas em Abu Dhabi entre a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia irão centrar-se fortemente no futuro da região oriental de Donbass, numa altura em que prosseguem os esforços para pôr fim à invasão russa que dura há quase quatro anos.

As conversações, que começaram na sexta-feira e continuam este sábado, foram descritas como "produtivas" pela Casa Branca. O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos afirmou que as conversações fazem parte dos esforços para "promover o diálogo e identificar soluções políticas para a crise".

"Os representantes ucranianos informam-me quase de hora a hora, o que é importante porque há muito tempo que não se realizam reuniões trilaterais deste tipo", afirmou Zelenskyy num vídeo publicado nas redes sociais: "Neste momento, já devem ter pelo menos algumas respostas da Rússia - a chave é que a Rússia deve estar pronta para acabar com esta guerra, que ela própria começou", e "quanto à substância das discussões de hoje, ainda é muito cedo para tirar conclusões".

Sexta-feira, foi a primeira vez que altos funcionários da administração Trump conversaram ao mesmo tempo com negociadores ucranianos e russos. Embora subsistam grandes desafios e o resultado seja incerto, alguns observadores vêem a reunião como um progresso em direção a um acordo.

Kremlin quer resolver as questões territoriais

Moscovo forneceu poucos detalhes sobre a reunião, chamando-lhe apenas um "grupo de trabalho sobre questões de segurança".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a retirada das tropas ucranianas do leste do Donbass continua a ser uma "condição importante" para a Rússia, acrescentando que outras "nuances" também estavam a ser discutidas, sem dar mais detalhes.

O conselheiro de política externa de Putin, Yuri Ushakov, que participou nas conversações com Witkoff e Kushner, diz que "foi reafirmado que não se pode esperar um acordo a longo prazo sem resolver a questão territorial". O presidente russo descreveu as conversações com os EUA como "francas, construtivas e "frutuosas".

Segundo a agência noticiosa russa Tass, a ordem de trabalhos incluía possíveis zonas-tampão e mecanismos de controlo.

Quem participa nas conversações de Abu Dhabi?

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que a delegação russa, liderada pelo almirante Igor Kostyukov, é composta por oficiais militares. O porta-voz acrescentou que o enviado de Putin, Kirill Dmitriev, se reunirá separadamente com Witkoff para discutir questões económicas.

Washington confirma que Steve Witkoff e Jared Kushner estão presentes nas conversações de Abu Dhabi, juntamente com o secretário do Exército, Dan Driscoll, e o principal comandante militar da NATO, o general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich.

A Ucrânia está representada por Rustem Umerov, chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Andrii Hnatov, chefe do Estado-Maior, e Kyrylo Budanov, chefe do gabinete presidencial.

O dia anterior

Entretanto, na quinta-feira, os enviados do Presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, foram recebidos em Moscovo pelo Presidente russo, Vladimir Putin, e discutiram um acordo sobre a Ucrânia, em conversações que se prolongaram pela madrugada de sexta-feira e nas quais o Kremlin afirmou que qualquer acordo de paz exigiria que Kiev retirasse as suas forças dos territórios orientais que a Rússia anexou ilegalmente, mas que não controla totalmente.

Presidente russo, Vladimir Putin, cumprimenta Steve Witkoff, Jared Kushner, segundo à direita, e Josh Gruenbaum, em Moscovo, quinta-feira, 22 de janeiro de 2026.
Presidente russo, Vladimir Putin, cumprimenta Steve Witkoff, Jared Kushner, segundo à direita, e Josh Gruenbaum, em Moscovo, quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. Alexander Kazakov/Sputnik

Simultaneamente, na quinta-feira, Zelenskyy afirmou, após uma reunião com Trump em Davos, que a questão das terras atualmente ocupadas ainda não foi resolvida, mas que as propostas de paz estão "quase prontas".

Zelenskyy diz também que continua aberto à criação de uma zona de comércio livre no leste da Ucrânia sob o controlo de Kiev, acrescentando que abordou a ideia com Trump. "Penso que será positivo para os nossos negócios", disse aos jornalistas.

Editor de vídeo • Lucy Davalou

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

"Sem resolver questão territorial" não se pode esperar um acordo, afirma o Kremlin

Trump pondera "zona franca" para a Ucrânia, enquanto Witkoff sugere acordo de paz iminente

Kiev e Kharkiv atingidas por ataques em massa durante a noite