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Eleições em Chipre: sondagens à boca das urnas dão disputa renhida entre DISY e AKEL

Eleitor vota nas legislativas, numa assembleia de voto em Nicósia
Eleitor vota nas legislativas numa assembleia de voto em Nicósia Direitos de autor  AP Photo
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De Konstantinos Tsellos & euronews
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Mantêm-se fortes os partidos tradicionais de direita e de esquerda em Chipre, enquanto a extrema-direita do ELAM sobe para terceiro lugar.

Os eleitores cipriotas foram, este domingo, às urnas para eleger o próximo governo. O partido DISY (direita) e o partido AKEL (esquerda) disputam, taco a taco, o primeiro lugar nas legislativas de Chipre.

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De acordo com a sondagem à boca das urnas do RIK, o partido de centro-direita Reagrupamento Democrático (DISY) obterá entre 22,5 % e 25,5 %, enquanto o partido da esquerda AKEL ficará entre 21 % e 24 %.

Em terceiro lugar surge o partido de extrema-direita ELAM, com percentagens entre 10,5 % e 12,5 %. Em quarto lugar aparece o centrista DIKO (8 % a 10 %).

Ultrapassam o limiar de 4% para entrarem no parlamento o movimento "Democracia Directa", do eurodeputado Fidias Panayiotou, e o recém-criado ALMA, do antigo Auditor-Geral Odysseas Michaelides.

EDEK e Volt travam uma luta renhida pela representação no Parlamento.

Eis em detalhe os resultados da primeira projeção de voto divulgada pelo RIK:

DISY: 22,5 - 25,5 %

AKEL: 21 - 24 %

ELAM: 10,5 - 12,5 %

DIKO: 8 - 10 %

ALMA: 4,5 - 5,5 %

Democracia Directa: 5,5 - 7,5 %

Volt: 3 - 4 %

EDEK: 3 - 4 %

Movimento Ecologistas-Cooperação de Cidadãos: 2 - 3 %

DIPA: 2 - 3 %

Movimento dos Caçadores: 2 - 3 %

Outros: 6 - 8 %

Até às 17h00 tinham votado 351 281 eleitores, o que corresponde a uma participação de 61,2 %. À mesma hora, nas legislativas de 2021, tinham votado 56,7 % dos eleitores inscritos.

Partidos e candidatos

Estas eleições contam com um total de 752 candidatos, 743 dos quais pertencem a mais de 18 formações partidárias, enquanto 9 concorrem como independentes. Do escrutínio sairão eleitos 56 dos 80 membros da Câmara dos Representantes.

Desde 1963, os cipriotas turcos, a quem cabem 24 lugares, afastaram-se das instituições da República de Chipre e a Câmara dos Representantes funciona, na prática, com 56 deputados.

Para além dos partidos tradicionais DISY, AKEL, DIKO, EDEK e DIPA, entram também na corrida novas forças políticas que procuram canalizar o descontentamento em relação ao atual sistema político.

Destacam-se a presença do ALMA - Cidadãos pelo Chipre, liderado pelo antigo Auditor-Geral Odysseas Michaelides, do Volt Chipre e também da "Democracia Directa" do eurodeputado Fidias Panayiotou. Em paralelo, o ELAM surge reforçado, tentando capitalizar o descontentamento em torno do custo de vida, da imigração e de um sentimento generalizado de insegurança.

Porque as legislativas são importantes

Apesar de Chipre ter um sistema presidencialista e o governo não depender diretamente de uma maioria parlamentar, o novo Parlamento terá um papel decisivo na aprovação de leis, reformas e orçamentos do Estado.

O resultado das legislativas deverá também influenciar as alianças políticas, a força do governo de Christodoulides e a capacidade de fazer avançar políticas-chave nos domínios da economia, da imigração, da política social e da energia.

As eleições são ainda vistas como um teste para as presidenciais de 2028.

Mais de 568 000 eleitores inscritos têm direito de voto. Foram instaladas urnas em 1 217 assembleias de voto em Chipre e em 13 no estrangeiro: cinco em Atenas, três em Salónica, quatro em Londres e uma em Bruxelas.

Os primeiros resultados são esperados cerca de meia hora após o fecho das urnas.

Por volta das 21h30, deverão ficar claros os percentuais e o número de lugares atribuídos a cada lista.

Nas primeiras horas da madrugada ficará conhecido quem é eleito por cada lista.

Outras fontes • ΡΙΚ

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