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RD Congo: três voluntários da Cruz Vermelha morrem com suspeita de Ébola

Trabalhadores da Cruz Vermelha preparam um caixão com o corpo de uma vítima de Ébola para sepultura no cemitério de Rwampara, em Bunia, Congo, sábado, 23 de maio de 2026.
Trabalhadores da Cruz Vermelha preparam um caixão com o corpo da vítima de Ébola para sepultamento no cemitério de Rwampara, em Bunia, Congo, sábado, 23 de maio de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
De Nathan Rennolds
Publicado a Últimas notícias
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Os voluntários estão entre as primeiras vítimas identificadas da epidemia, alimentada pelo raro vírus Bundibugyo.

Três voluntários da Cruz Vermelha na República Democrática do Congo morreram devido a casos suspeitos de Ébola na província de Ituri, o epicentro do surto de Ébola no país, informou a organização este sábado.

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Numa declaração, a Cruz Vermelha indicou que os voluntários Alikana Udumusi Augustin, Sezabo Katanabo e Ajiko Chandiru Viviane terão contraído o vírus do Ébola enquanto manuseavam cadáveres durante uma missão não relacionada com a doença.

«Na altura da intervenção, a comunidade não tinha conhecimento do surto de doença pelo vírus do Ébola e o surto ainda não tinha sido identificado», lê-se no comunicado.

«Estes voluntários perderam a vida ao serviço das suas comunidades, com coragem e humanidade», acrescenta.

Os voluntários estão entre as primeiras vítimas identificadas da epidemia, causada pelo raro vírus Bundibugyo.

Reagindo à notícia das suas mortes, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, afirmou que os voluntários «pagaram o preço mais alto no cumprimento do dever».

«A identificação precoce dos casos e o tratamento atempado salvam vidas e são fundamentais para controlar este surto», escreveu Ghebreyesus na rede social X. «Enterros seguros e dignos são também essenciais para travar a transmissão do Ébola.»

Numa atualização sobre o surto feita na sexta-feira, Ghebreyesus indicou que, até agora, foram confirmados 82 casos de Ébola na RDC, com sete mortes confirmadas.

Mas advertiu que a dimensão da epidemia no país deverá ser «muito maior», com cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas.

O Ministério da Comunicação e Média da RDC fixou, na sexta-feira, o número de mortes suspeitas em 204.

O surto alastrou também ao vizinho Uganda, que este sábado reportou mais três casos confirmados de Ébola, elevando para cinco o número de pessoas com teste positivo no país da África Oriental, segundo a OMS.

A OMS elevou esta semana o nível de risco sanitário relacionado com o surto de Ébola na RDC de «alto» para «muito alto». A organização considera que o risco global se mantém baixo.

O Ébola é uma doença grave e frequentemente mortal, identificada pela primeira vez em 1976. Os sintomas podem incluir febre, fraqueza, diarreia e vómitos.

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