Entretanto, o Líbano denunciou que pelo menos 18 pessoas terão morrido, no sul do país, e 33 terão ficado feridas, na sequência de uma série de ataques aéreos lançados por Israel durante a noite. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde libanês.
O ministro da Segurança Nacional de Israel afirmou que "todo o Líbano deve arder" depois de o exército israelita ter anunciado que quatro dos seus soldados foram mortos no sul do país.
"Por cada lágrima de uma mãe israelita, mil mães libanesas devem chorar", escreveu Itamar Ben-Gvir numa publicação na rede social X.
O exército israelita indicou que os militares morreram "em combate", depois de o carro de combate em que seguiam ter sido atingido durante uma operação perto de Kfar Tebnit. Uma das vítimas foi identificada como o tenente-coronel Dor Gedalia Ben Simhon, de 32 anos, comandante do 52.º Batalhão da 401.ª Brigada Blindada.
As mortes aconteceram poucos dias depois de líderes dos Estados Unidos e do Irão terem assinado um acordo preliminar destinado a pôr fim à guerra do Irão. Ao abrigo do entendimento provisório, ambas as partes e os respetivos aliados devem suspender todas as atividades militares, incluindo no Líbano.
"Com todo o respeito pelos americanos, Israel tem de deixar claro a todo o mundo que o sangue dos nossos filhos e a segurança dos nossos cidadãos não são descartáveis", escreveu Ben-Gvir na publicação de sexta-feira.
Entretanto, o Líbano denunciou que pelo menos 18 pessoas terão morrido, no sul do país, e 33 terão ficado feridas, na sequência de uma série de ataques aéreos lançados por Israel durante a noite. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde libanês.
Neste âmbito, as Forças de Defesa de Israel (IDF) indicaram ter atacado 80 alvos que, segundo argumentaram, teriam ligações ao grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irão. Uma investida que terá resultado na morte de "dezenas" dos seus elementos.
Ben-Gvir voltou a gerar polémica em maio, depois de divulgar um vídeo em que surge a provocar ativistas detidos da Global Sumud Flotilla, que tentavam transportar ajuda para Gaza.
O vídeo mostra o ministro a repreender os detidos e a agitar uma grande bandeira de Israel, enquanto os ativistas eram obrigados a ajoelhar-se com as mãos atadas atrás das costas.
"Bem-vindos a Israel, nós é que mandamos aqui", diz, de forma audível, durante os vídeos gravados e partilhados nas redes sociais.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na altura que a forma como Ben-Gvir tratou os ativistas "não está em linha com os valores e normas de Israel".