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Reino Unido: Andy Burnham admite voltar a aderir à UE

Ativista pró-UE Steve Bray segura cartazes junto ao centro de conferências em Westminster, onde prosseguem as negociações comerciais Reino Unido-UE, Londres, 4 dez. 2020
Manifestante pró-UE Steve Bray segura cartazes junto ao centro de conferências em Westminster, onde continuam as negociações comerciais Reino Unido-UE, Londres, 4 dez. 2020 -  Direitos de autor  Kirsty Wigglesworth/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Kirsty Wigglesworth/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
De Mared Gwyn Jones
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Primeiro-ministro britânico afirmou que irá ponderar várias opções para a futura relação com a União Europeia, incluindo a hipótese de regressar ao bloco.

O Reino Unido pode “ir até ao fim” e voltar a integrar a União Europeia, afirmou o primeiro-ministro britânico Andy Burnham, numa altura em que o governo se prepara para ponderar várias opções para redefinir a relação do país com o bloco.

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Em declarações à BBC, um dia depois de ter dito numa conferência do Partido Trabalhista que iria apresentar “opções” para o futuro da relação entre a União Europeia e o Reino Unido, Burnham reconheceu que reverter o Brexit será uma das propostas em estudo.

“Podemos manter-nos como estamos. Podemos analisar o que George Osborne disse sobre uma união aduaneira, podemos olhar para o que os Liberais Democratas defenderam quanto ao mercado único da UE, ou podemos ir até ao fim”, afirmou Burnham.

“Há claramente opções que têm de ser consideradas. Temos de perceber o que é exequível e quais seriam os problemas, os prós e contras de cada uma.”

Burnham recordou ainda declarações anteriores em que admitiu que gostaria de ver o Reino Unido voltar a aderir à União Europeia ainda durante a sua vida.

Uma cimeira UE-Reino Unido prevista para julho foi cancelada abruptamente em junho, quando o antigo primeiro-ministro Keir Starmer anunciou a demissão, travando os planos de ambas as partes para fechar vários acordos, incluindo o reforço do comércio agroalimentar e dos intercâmbios de jovens.

Burnham tem sido visto como menos centrado em questões internacionais, incluindo a redefinição da relação com a UE, do que o seu predecessor.

As últimas declarações sugerem, porém, que o governo trabalhista procura agora definir uma estratégia mais duradoura para reconfigurar os laços com Bruxelas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, abriu recentemente a porta a que o Canadá se torne o primeiro chamado “membro associado” da União Europeia, um estatuto sem precedentes e sem base jurídica existente.

A aposta de Ottawa em relações mais estreitas com Bruxelas é motivada, em parte, pela vontade de diversificar as parcerias comerciais face às políticas agressivas de Donald Trump no comércio internacional. A abertura da UE à ideia tem, por seu lado, levantado questões sobre o lugar que o Reino Unido poderá ocupar na órbita mais ampla do bloco.

George Osborne, antigo ministro das Finanças conservador no governo de David Cameron durante a campanha do referendo sobre o Brexit, tem defendido recentemente que o Reino Unido volte a integrar a união aduaneira, para eliminar barreiras ao comércio com a UE sem aceitar a liberdade de circulação.

Já os centristas Liberais Democratas vão mais longe e propõem o regresso ao mercado único, como parte de uma ampla “parceria para o crescimento e a defesa”.

Dez anos após o referendo do Brexit, realizado em 2016, as sondagens de opinião no Reino Unido sugerem uma mudança de rumo. Um inquérito recente da YouGov indica que 56% dos eleitores britânicos apoiariam o regresso à União Europeia.

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