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Espanhóis voltam a juntar a voz em Madrid por uma vida com dignidade

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De  Francisco Marques  com EFE
Espanhóis voltam a juntar a voz em Madrid por uma vida com dignidade

Tal como há um ano, milhares de espanhóis encheram este sábado as ruas de Madrid num protesto contra os efeitos da austeridade no país e a favor da dignidade humana. Os promotores do protesto falaram de centenas de milhares de pessoas nas ruas, as estimativas policiais, porém, não foram além dos 12 mil manifestantes, dos quais 15 acabariam detidos.

De forma pacífica, os manifestantes marcharam pelo centro da capital até à conhecida Plaza de Colón, que preencheram, ocupando inclusive as zonas circundantes. Ouviram-se palavras de ordem contra as medidas implementadas em Espanha pelo governo para fazer face à crise.

À imagem do também sucedido em Portugal, as medidas do governo espanhol levaram muitos cidadãos a perder os empregos e a ficar sem condições de assegurar os compromissos financeiros. No limite, houve mesmo quem perdesse a casa. Outros viram-se obrigados a emigrar, como sublinhou um dos participantes no protesto: “Temos de pensar nos jovens. Há tantas pessoas a ir viver para o estrangeiro porque não conseguem viver em Espanha. É uma vergonha.”

Outra manifestante apontou o dedo às “privatizações”. “Isto não pode ser. Temos sofrido cortes na saúde, na educação, em todos os pilares básicos para a cidadania. A cada dia temos cada vez mais e mais pobres sem nada para comerem. É vergonhoso o que está a acontecer e isto não se vê na televisão. As filas de espera das pessoas com fome não são mostradas”, lamentou.

A manifestação juntou em Madrid pessoas oriundas de várias regiões espanholas. No final da marcha, alguns manifestantes entraram em confronto com as forças de ordem. Pelo menos quinze pessoas acabaram detidas, uma delas já recorrente face à manifestação de 22 de março do ano passado.