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Eleições na Turquia: Tudo o que precisa de saber

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De  Ricardo Figueira
Eleições na Turquia: Tudo o que precisa de saber

Os turcos vão às urnas no domingo, dia 7, para eleger um novo parlamento, também chamado Grande Assembleia Nacional. Estas eleições vão determinar a composição do governo turco nos proximos quatro anos.

Pela primeira vez, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder há 13 anos, entra numas eleições sem o líder Recep Tayyip Erdoğan. Ironicamente, é o partido dos curdos, muitas vezes reprimido e marginalizado por Ancara, que fai fazer de fiel da balança nestas eleições.

O sistema eleitoral turco: Como funciona?

É um sistema parlamentar em que o verdadeiro poder é exercido pelo primeiro-ministro. O papel do presidente é simbólico. O líder do partodo qie comseguir a maioria dos 550 depiutados é nomeado primeiro-ministro. O parlamento é eleito por um período de quatro anos.
Bo domingo, 20 partidos e mais de 150 candidaturas independentes vão lutar por estes lugares, mas só alguns vão conseguir. A Turquia tem a fasquia mais alta da Turquia, só os partidos que conseguirem 10 por cento ou mais podem ir para o parlamento. O sistema foi criado depois do golpe militar de 1980 e favorece os grandes partidos, em detrimento dos pequenos.

Quem são os favoritos?

Segundo as sondagens, só três partidos parecem ter assegurado lugares parlamentares. São eles o AKP, no governo, liderado por Ahmet Davutoğlu, o Partido Republicano do Povo, da oposição de centro esquerda, liderado por um antigo burocrata, Kemal Kılıçdaroğu, e finalmente o Partido do Movimento Nacionalista (MHP).

O AKP é o favorito para estas eleições, com cerca de 40 por cento das intenções de voto. , enquanto o CHP é creditado com 30%. O voto nos nacionalistas deve andar na ordem dos 16% e a grande incógnita é saber se o Partido Democrático Curdo, a competir pela primeira vez como partido, consegue passar a barreira dos 10%. Está muito próximo dessa marca.

O que está em jogo?

Erdogan já disse que não quer sewr uma figura simbólica, ao contrário dos antecessores. Tem participado ativamente na campanha eleitoral.

Tem como objetivo reformar a constituição para dar mais poder ao presidente, o que pode ser feito com um referendo, se tiver pelo menos metade dos lugares no parlamento, ou diretamente, se tiver uma maioria qualificada.

Segundo alguns analistas, a progressão dos curdos pode impedir uma maioria do AKP.

Se os curdos não chegarem a ser eleitos, este pode ser um risco para a estabilidade do país.

Veja aqui a nossa cobertura especial das eleições turcas e siga tudo em euronews.com a partir das 17h (hora de Lisboa) deste domingo.