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Ataques de Paris: Hollande quer aliança antiterrorismo com Rússia e Estados Unidos

Ataques de Paris: Hollande quer aliança antiterrorismo com Rússia e Estados Unidos
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De Francisco Marques
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O Presidente de França reagiu à operação policial desta quarta-feira durante uma conferência com os presidentes de câmara de toda a França. François

O Presidente de França reagiu à operação policial desta quarta-feira durante uma conferência com os presidentes de câmara de toda a França. François Hollande reafirmou que o país está em guerra.

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“Estas ações, uma vez mais, confirmam que estamos em guerra. Uma guerra contra o terrorismo, o qual decidiu, ele mesmo, envolver-nos na guerra”, defendeu o chefe de Estado gaulês, revelando “as operações na Síria foram intensificadas”. “O porta-aviões Charles-de-Gaulle acaba de levantar âncora e vai permitir-nos triplicar a nossa capacidade de ataque no Mediterrâneo Oriental.”

Hollande disse ter apelado à comunidade internacional para que “cumpra a sua parte, nesta que só poderá ser uma missão comum: Aniquilar o Daesh”. O presidente francês espera conseguir estabelecer uma aliança antiterrorismo juntando no “mesmo barco” os Estados Unidos e a Rússia, as duas potências que tem estado a combater o terrorismo na Síria, mas sem coordenação.

Paris e Moscovo já estão a coordenar os ataques aéreos sobre os territórios sírios controlados pelo autoproclamado grupo Estado Islâmico, ou Daesh, no acrónimo árabe.

Hollande e Vladimir Putin já falaram ao telefone, mas deverão reunir-se na capital russa no próximo dia 26 (quinta-feira). Dois dias antes, o chefe de Estado francês é esperado em Washington, para uma reunião com Obama, na qual deverá ser alinhavada a desejada aliança internacional que poderá colocar lado a lado norte-americanos e russos numa guerra comum.

Perante a insistência de alguns quadrantes numa ligação entre refugiados e terroristas, Hollande defendeu que “essa ligação só existe porque os habitantes de algumas das zonas do Iraque e da Síria estão a fugir porque estão a ser martirizados por estes mesmos que agora atacam a França”. Desta forma, o Presidente francês tenta retirar alguma da pressão que começa a ser colocada por alguns grupos mais nacionalistas sobre os refugiados.

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