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Ucrânia: Biden promete manter sanções contra Moscovo

Ucrânia: Biden promete manter sanções contra Moscovo
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De  Dulce Dias com SERGIO CANTONE, AFP, REUTERS
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Ao mesmo tempo que manifestam um forte apoio à Ucrânia no conflito com a Rússia, os Estados Unidos também pedem mais esforços no combate à corrupção e na implementação das reformas acordadas em Minsk

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Joe Biden prometeu manter as sanções contra a Rússia, por causa da anexação da Crimeia. Perante a Rada, o parlamento ucraniano, o vice-presidente norte-americano garantiu que, “se a agressão russa perdurar, o preço a pagar por Moscovo vai continuar a aumentar”.

“A Rússia ocupa, atualmente, territórios soberanos da Ucrânia. Deixem-me dizê-lo muito claramente: Os Estados Unidos não reconhecem nem nunca reconhecerão a tentativa russa de anexar a Crimeia.”

Declarações de solidariedade para com a Ucrânia, bem-vindas aos olhos do poder atual. Com uma acalmia relativa na frente Leste, desde setembro, e com a escalada da crise síria, as autoridades ucranianas começam a recear que a Europa, o outro aliado, abandone as sanções contra a Rússia, num momento em que os europeus tentam implicar o Kremlin na resolução do conflito sírio.

Mas Biden deixa também mensagens ao governo ucraniano: “Também estamos perante uma batalha: uma batalha histórica contra a corrupção. A Ucrânia não pode dar-se ao luxo de ver o povo perder esperança novamente.”

Na véspera do discurso no parlamento, Biden já prometera mais 175 milhões de euros de ajuda a Kiev, mas insiste na necessidade de avançar com as reformas internas, previstas no acordo de Minsk.

Entre elas, a reforma constitucional que conceda mais autonomia às regiões do Leste e que prepare a realização de eleições nesta zona. Um tema que provoca vivos debates, na Ucrânia, já que estas reformas são vistas, por alguns, como uma forma de reconhecimento, de facto, do separatismo da região.

Esta dupla mensagem de Joe Biden que tem um eco diferente consoante as filiações políticas. A deputada independente Anna Hopko destaca as críticas ao funcionamento interno, a ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko prefere falar do apoio de Washington a Kiev.

“Biden mencionou as oligarquias que estão a usar o nosso sistemas judicial, que não pagam impostos, que corrompem membros do governos e do parlamento que pensam mais nos seus interesses do que nos interesses do país”, refere Hopko.

“Os Estados Unidos não aceitam a anexação da Crimeia. Essa foi, para nós, a parte essencial do discurso. E acreditamos e temos esperança de que, num futuro próximo, a Crimeia volte a ser território ucraniano”, admite Timoshenko.

Sergio Cantone, correspondente da euronews em Kiev, sintetiza: “Portanto, ao mesmo tempo que manifestam um forte apoio à Ucrânia no conflito com a Rússia, os Estados Unidos também pedem mais esforços no combate à corrupção.”

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