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Noruega "devolve" eventuais refugiados à Rússia e ONU lança aviso

Noruega "devolve" eventuais refugiados à Rússia e ONU lança aviso
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A Noruega está a deportar para a Rússia dezenas de migrantes oriundos na maioria do médio oriente, especifica a agência russa TASS, que entraram naquele país escandinavo no ano passado em busca de asilo. Pelo menos 70 pessoas terão sido recolhidas em vários centros de acolhimento noruegueses e levadas para o norte do país para serem deportadas para o país por onde cruzaram a fronteira.

Os migrantes estão a ser “devolvidos” à Rússia através de autocarros e alguns, de acordo com alguns relatos, de bicicleta, um dos meios de transporte utilizado por muitos para fintar a lei norueguesa e conseguir cruzar a fronteira na zona ártica.

O processo de deportação está a ser efetuado a partir de um centro de acolhimento de migrantes em Kirkenes e tem como destino as cidades russas de Nikel e Murmansk. “Se a Noruega tem a responsabilidade de conceder uma política justa de asilo, temos de fazer regressar aqueles que não têm direito a essa proteção”, justificou a ministra norueguesa da Imigração, SylviListhaug.

Os migrantes, porém, não entendem porque têm de voltar para a Rússia e cerca de 30, incluindo algumas crianças, terão protagonizado uma greve de fome em protesto contra a decisão. Oslo explicou que esta deportação se destina apenas aos que apresentaram vistos válidos na Rússia.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados já terá avisado na semana passada a Noruega para uma eventual violação da convenção da ONU para os refugiados.

“Não temos problemas com a deportação de pessoas que viveram 10 anos na Rússia. Mas é preciso ter a certeza de que estas pessoas não tem o direito legal e permanente de ali poderem ficar. Não se pode deportar quem procura asilo e tenha um futuro incerto na Rússia. Sabemos que muitos deles precisam de proteção e que arriscam ser reenviados para os países de origem”, afirmou Vincent Cochetel, acrescentando que “os migrantes podem acabar em terra de ninguém e em risco de morrer de frio”, face às temperaturas abaixo dos 20 graus negativos que se fazem sentir por esta altura naquela região.

A deportação terá sido acordada com as autoridades russas, mas as condições à espera dos migrantes não são claras. A Rússia, aliás, terá avisado que admite ser um país de transição, mas não de permanência para os migrantes em busca de asilo.

Uma firma de advogados norueguesa saiu em defesa dos migrantes e terá enviado uma carta urgente para o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, sediado em Estrasburgo, França, a exigir que a Noruega seja ordenada a suspender de imediato as deportações de migrantes em busca de asilo. Os advogados acreditam que Oslo estará a violar direitos humanos.