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Greve geral na RD Congo para pressionar Presidente a afastar-se

Greve geral na RD Congo para pressionar Presidente a afastar-se
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Uma greve geral está a decorrer esta terça-feira na República Democrática do Congo para pressionar o Presidente a afastar-se quando terminar em dezembro o segundo e último mandato que a Constituição deste país africano lhe permite desde 2006.

O protesto das “Cidades Mortas”, como é conhecido, foi promovido por uma coligação conhecida como Dinâmica da Oposição, que reúne vários partidos políticos e organizações civis, é aliada das duas maiores forças de oposição no Parlamento congolês e também do chamado “Grupo dos 7”, um conjunto de partidos que abandonaram em novembro a maioria presidencial.

(A greve das “Cidades Mortas” começa no Congo com o protesto da oposição a Kabila.)

De acordo com a AFP, muitos estabelecimentos comerciais aderiram à greve e os autocarros dos transportes públicos circulavam quase vazios. A adesão de muitos taxistas também contribuiu para dificultar o acesso ao trabalho de quem não aderiu à greve.

Os líderes da oposição estão convencidos de que que Joseph Kabila, na presidência desde 2011, está agarrado ao poder e poderá estar a preparar uma alteração da Constituição para poder recandidatar-se à chefia do Estado nas eleições previstas para o final deste ano, em dezembro.

A escolha da data desta greve foi feita ainda para coincidir com o 24.° aniversário da sangrenta “marcha dos cristãos”. O protesto de 1992 partiu de duas igrejas católicas de Kinshasa, a capital da RD Congo, realizou-se após a missa de domingo e tinha por objetivo exigir um regime democrático ao então ditador Mobutu Sese Seko.

(Dia das “Cidades Mortas” na RDC para exigir a realização de eleições.)