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Ministro das Finanças britânico ameaça com austeridade em caso de "Brexit"

Ministro das Finanças britânico ameaça com austeridade em caso de "Brexit"
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O ministro das Finanças britânico avisa que uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia poderá obrigar o governo de David Cameron a implementar um orçamento de Estado de emergência com medidas de austeridade. Objetivo: fazer face a um “buraco” de 30 mil milhões de libras (38 mil milhões de euros) a ser aberto pelo agora famoso “Brexit”.

(Permanecer na UE vai gerar mais 44 mil postos de trabalho no sudoeste. Sair põe em risco 45 mil.
Não arrisque. Vote pela permanência a 23 de junho.)

O orçamento de emergência referido por George Osborne inclui aumento de impostos e cortes na despesa pública, que podem afetar o sistema nacional de saúde, o sector da educação, a polícia e os transportes. No entanto, pelo menos 57 deputados do partido conservador, a força no poder, já admitiram bloquear as referidas medidas de austeridade.

O referendo sobre o “Brexit” — a eventual saída do Reino Unido da União Europeia — vai a votos na quinta-feira, 23 de junho. O partido no poder está dividido, mas o governo tem feito campanha pela continuidade britânica no bloco económico europeu.

(Estudos académicos mostram que o Tesouro está largamente a exagerar no impacto de uma saída da UE.
Os argumentos do sr. Osborne não são credíveis.)

As últimas sondagens revelam equilíbrio entre a saída e a permanência, mas em algumas das mais recentes o “Brexit” está a ganhar ascendente. A forte participação esperada de eleitores mais velhos, cansados das imposições de Bruxelas, os recentes casos de terrorismo e a crise de migrantes e refugiados que tem o Reino Unido como um dos destinos preferenciais poderão estar a contribuir para esta subida estimada do “sim” à saída da UE.

A perspetiva de abandono britânica do bloco europeu está a levar alguns investidores europeus a apostar na compra, por exemplo, de ouro, uma alternativa segura no mundo dos negócios face à perspetiva de desvalorização da libra esterlina e do imobiliário britânico.

O banco de investimento Doldman Sachs admite que “a probabilidade do ‘brexit’ é alta” e, a confirmar-se, poderá levar de imediato a grandes quedas nos mercados mundiais .

(O Reino Unido parece estar em rota para deixar a UE pelo que mostram novas sondagens.)