EventsEventosPodcasts
Loader
Encontra-nos
PUBLICIDADE

Mali saúda primeira condenação no TPI por destruição de património histórico

Mali saúda primeira condenação no TPI por destruição de património histórico
Direitos de autor 
De  Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O governo do Mali saudou a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de condenar pela primeira vez um jihadista pela destruição de património histórico.

PUBLICIDADE

O governo do Mali saudou a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de condenar pela primeira vez um jihadista pela destruição de património histórico.

Num comunicado, emitido pelo Ministério da Cultura, o país afirma esperar que a sentença, “possa criar jurisprudência internacional para proteger bens culturais”, da ação de grupos armados.

Déclaration du Gouvernement du Mali suite à la condamnation de #AlMahdi pour destruction des sites du patrimoine de #Tombouctou#CPIpic.twitter.com/9pjoYnuX5N

— N'Diaye Rama Diallo (@NdiayeRDiallo) September 27, 2016

Segundo o responsável da Cultura da cidade de Tumbuctu, Boukhari Ben Essayouti:

“Este julgamento não tinha por objetivo condenar apenas Ahmad al-Faqi, o objetivo era também o de mostrar que a destruição de património também é um crime pelo qual se pode ser condenado”.

O tuaregue Ahmad Al Faqi Al Mahdi tinha sido condenado pelo TPI a nove anos de prisão pela destruição de 10 monumentos religiosos durante a ofensiva islamita no norte do Mali em 2012.

O antigo líder do grupo Ansar Dine, aliado da Al-Qaida, reconheceu as acusações, depois de ter apresentado desculpas por, segundo ele, ter “cedido à manipulação de grupos jihadistas”.

Uma confissão tomada em conta pelo tribunal, que decidiu condenar o ex-porta-voz do grupo armado à pena mais baixa reclamada pelo procurador.

Al Mahdi tinha liderado a chamada “Hisbah”, a brigada dos costumes, responsavél pelo ataque contra nove mausoléus e a porta de uma mesquita em Tumbuctu, classificados património da humanidade pela UNESCO.

A sentença não toma em conta, no entanto, os restantes crimes contra a humanidade atribuídos à brigada islamita, entre tortura, violações e escravidão sexual das mulheres de Tumbuctu.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Pelo menos 15 polícias mortos em ataques à mão armada na região russa do Daguestão

Quatro suspeitos de terrorismo detidos na Suécia

Família italiana libertada após quase dois anos em cativeiro no Mali