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Países que caçam baleias rejeitam criação de santuário no Atlântico Sul

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Países que caçam baleias rejeitam criação de santuário no Atlântico Sul

Países que caçam baleias rejeitam criação de santuário no Atlântico Sul
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Os países que caçam baleias rejeitaram novamente a criação de um santuário para proteger estes cetáceos no Atlântico Sul. A proposta apresentada pelo Brasil, Argentina, Uruguai, Gabão e África do Sul visava criar uma área protegida de 20 milhões de quilómetros quadrados.

A iniciativa necessitava obter uma maioria de 75% na sessão plenária da Comissão Baleeira Internacional, mas teve apenas 38 votos a favor e 24 contra.

Os principais opositores foram o Japão, a Noruega e a Islândia, que contaram com o apoio de nações africanas, asiáticas e de pequenas ilhas, países bastante afastados da zona onde seria criado o santuário. “Esta é uma área extremamente importante para uma série de espécies de baleias e a criação do santuário reunia o apoio da região, mas uma vez mais as nações pró-caça de baleias, sobretudo do hemisfério norte, bloquearam outra vez a proposta, como o têm feito nos últimos 15 anos”, sublinhou Matt Collis da organização International Fund for Animal Welfare.

A iniciativa de criar um santuário partiu de países que dependem do turismo de observação de baleias.

Segundo os apoiantes da proposta, 71% dos três milhões de baleias mortas em todo o mundo no século XX foram capturadas no hemisfério sul.