Batalha por Raqqa: Turquia quer YPG longe da fronteira e curdos rejeitam turcos na ofensiva

Batalha por Raqqa: Turquia quer YPG longe da fronteira e curdos rejeitam turcos na ofensiva
De  Francisco Marques com Lusa, Anadolu, Rudaw
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Tal como na operação iniciada há três semanas em Mossul, no Iraque, o objetivo desta operação coordeanada entre as Forças Democráticas da Síria e a coligação liderada pelos Estados Unidos é arrasar o

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Está em marcha a operação “Cólera do Eufrates”, a ofensiva militar contra a presença do grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (“Daesh”/ ISIL) em Raqqa, no norte da Síria. Ao mesmo tempo, os responsáveis militares de Estados Unidos e Turquia debateram a luta ao terrorismo e o papel dos curdos na ofensiva.

Em coordenação com a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, a operação arrancou sábado e foi anunciada este domingo pelas Forças Democráticas da Síria (SDF), um movimento militar multiétnico congregando curdos, árabes, assírios, turcomanos e circassianos.

#SRO INFOGRAPHIC – ESSENTIAL WHO'S WHO ? – Here is detailed #SDF forces involved in #Raqqa campaign | Wrath of #Euphrates | #Syria | #Rojavapic.twitter.com/q8z6egnvSL

— Syrian Rebellion Obs (@Syria_Rebel_Obs) 6 de novembro de 2016

Tal como na operação iniciada há três semanas em Mossul, no norte do Iraque, o objetivo é reconquistar Raqqa e arrasar os “jihadistas.”

Estados Unidos e Turquia debatem ofensivas e papel dos curdos

A cerca de 700 quilómetros a noroeste de Raqqa, decorreu, entretanto, em Ancara, na Turquia, uma reunião entre o chefe do Estado Maior do exército norte-americano, o general Joseph Dunford, e o homólogo turco, Hulusko Akar.

ABD Genelkurmay Başkanı Orgeneral Joseph Dunford, Genelkurmay Başkanı Orgeneral Hulusi Akar'la görüşmek üzere geldiği Ankara’da pic.twitter.com/sarS0LBHyx

— Abdullah Çiftçi (@abdullahciftcib) 6 de novembro de 2016

Em cima da mesa estiveram as ofensivas militares em curso contra o Estado Islâmico, em Mossul e Raqqa, assim como a presença das milícias curdas YPG na reconquista da cidade iraquiana, o que não agrada à Turquia, por considerar este grupo afiliado dos terroristas PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão turco.

Ancara pretende afastar as YPG da fronteira, expulsando-as da cidade síria de Manbij, situada 80 quilómetros a sul de Gaziantepe, no sul da Turquia, para leste do rio Eufrates.

ADD.: #YPG | #YPJ involvement will decrease as #SDF will advance toward #Raqqa countryside. Arabs to take leading role after that.

— Syrian Rebellion Obs (@Syria_Rebel_Obs) 6 de novembro de 2016

Por outro lado, fonte das Forças Democráticas Sírias garantiu à AFP haver um acordo com a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos para que a Turquia não participe na batalha por Raqqa, a cidade síria tomada há três anos pelo “Daesh” e tornada capital de fato do grupo terrorista.

O Observatório da Rebelião Síria adiantou, entretanto, que o envolvimento das milícias curdas YPG irá diminuir de forma progressiva à medida que as SDF avançarem para a província de Raqqa. “Os árabes assumem a liderança depois disso”, lê-se no Twitter partilhado em cima.

Secretary Carter welcomes #SDF announcement on commencement of operations towards #Raqqa. https://t.co/aifX3Jls2J#ISIS#Daesh#الرقة#داعش

— Brett McGurk (@brett_mcgurk) 6 de novembro de 2016

A agência de notícias curda Rudaw cita o representante especial dos Estados Unidos na coligação internacional, Brett McGurk, a defender “uma força militar na retomada de Raqqa baseada em povos locais, árabes da região”. “Para isso, teinámos muitos destes combatentes e esta força vai continuar a crescer à medida que avançarmos para as fases seguintes desta campanha”, terá dito Brett McGurk aos jornbalistas, este domingo, na Jordânia.

SDF fighters with high morale head to #Raqqa front lines against ISIS terrorists. #WrathOfEuphratespic.twitter.com/lzrz8yBPq8

— Dr Partizan (@DrPartizan_) 6 de novembro de 2016

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