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O corpo segundo a antiga arte marcial do Aunkai Bujutsu

O corpo segundo a antiga arte marcial do Aunkai Bujutsu
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O 360° foi até à região do Ardèche, no sul de França, para descobrir uma arte marcial que nasceu já no século 21: oAunkai Bujutsu. Trata-se de uma disciplina que nos permite tomar uma outra consciência do nosso corpo. Há 10 anos que o mestre japonêsAkuzawa Minorudá ensinamentos na Europa. Foi num dos seus seminários que viemos falar dessa arte.

“Se quisermos resumir o Aunkaï Bujutsu, podemos dizer que se trata de um método de formação interna do corpo, de forma a controlá-lo e utilizá-lo livremente. Nas artes marciais, existem os ‘budos’ e os ‘bujutsus’. Os ‘budos’ estão espalhados pelo mundo inteiro. Os ‘bujutsus’ são uma arte muito antiga. Eu criei o Aunkai para ultrapassar esta divisão. É uma arte marcial que tem como objetivo perpetuar e aprofundar as técnicas e a arte ancestral”, começa por dizer-nos Akuzawa Minoru.

“Esta prática destina-se a quem”, perguntamos. “Na vertente guerreira de bujutsu, o Aunkai oferece aos combatentes a possibilidade de melhorar consideravelmente o seu potencial e a sua mobilidade. As pessoas que não podem praticar desporto intensivamente têm assim a oportunidade de aprender a utilizar o corpo no sentido de mudar a maneira como desempenham as tarefas quotidianas ou mesmo a forma de pensar. Por isso, deste ponto de vista, o Aunkai destina-se a toda a gente. Os praticantes podem aprofundar estes aspetos através de exercícios individuais, os ‘tanren’, e em parceria com outra pessoa, os ‘kunren’”, responde.

Segundo o mestre, “as técnicas que eram desenvolvidas nas escolas tradicionais japonesas, e que visavam a formação do corpo para uma utilização adequada, já não estão presentes, ou então estão muito pouco, no desporto e nos “budos” modernos. É por essa razão que tento que o Aunkai faça perdurar esses conhecimentos e a sabedoria dos antigos. Eu tento constantemente afinar estas técnicas, seja do ponto de vista da arte marcial em si, seja do ponto de vista da saúde. A sabedoria ancestral pode ser útil para a vida moderna”.

Akuzawa Minoru começou a participar em seminários europeus em França e na Hungria. Muitas vezes, desloca-se também à Nova Zelândia, a Hong-Kong ou aos Estados Unidos para partilhar a sua arte.