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China convida médicos estrangeiros para examinar Liu Xiaobo

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De  Euronews com LUSA
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O ativista foi, recentemente, colocado em liberdade condicional e hospitalizado após ter-lhe sido diagnosticado um cancro.

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A China convidou médicos estrangeiros para examinarem a saúde do Prémio Nobel da Paz Liu Xiaobo.

O ativista foi, recentemente, colocado em liberdade condicional e hospitalizado após ter-lhe sido diagnosticado um cancro.

Em comunicado, as autoridades de Pequim informaram ter solicitado aos “principais especialistas mundiais em cancro do fígado da Alemanha, dos Estados Unidos da América e de outro países” para se deslocarem a Shenyang, no nordeste da China, onde Xiaobo está internado.

China says Liu Xiaobo cannot be moved from China for treatment: source https://t.co/79JRBnMfbWpic.twitter.com/PcPCBDc1GQ

— Reuters Top News (@Reuters) June 30, 2017

O dissidente foi condenado a 11 anos de prisão, em 2009, por subversão.

A China tem sido pressionada a autorizar Liu Xiaobo a viajar para o estrangeiro para tratamento.

O anúncio do convite ocorre uma semana após protestos em Hong Kong a exigir a liberdade incondicional do ativista e da mulher, Liu Xia, colocada em prisão domiciliária em 2010, não tendo sido acusada de nenhum crime.

Nobel Peace Prize Winner Liu Xiaobo developed cancer while in prison, adding insult to injury. China, release him! https://t.co/DMoTMtR4pjpic.twitter.com/8PQveOFwD1

— AmnestyInternational (@amnestyusa) June 26, 2017

Liu foi um dos animadores do movimento estudantil pró-democracia da Praça Tiananmen, em 1989, tendo estado preso durante 21 meses após a violenta repressão dos protestos.

Em 1996, foi condenado a três anos de “reeducação através do trabalho”, em resultado de mais ações de luta pelos direitos fundamentais.

Foi novamente detido a 08 de dezembro de 2008, dois dias antes da publicação, por ocasião do 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da “Carta 08”, embora a data formal da detenção tenha sido 23 de junho de 2009, por suspeita de “alegadas ações de agitação destinadas a subverter o Governo e derrubar o sistema socialista”.

Em 09 de dezembro de 2009 foi oficialmente acusado de “incitar à subversão do poder do Estado” e a 25 do mesmo mês, após um julgamento que não cumpriu os padrões processuais internacionais mínimos, foi condenado a 11 anos de cadeia.

O Comité Nobel norueguês atribuiu-lhe, a 08 de outubro de 2010, o galardão da Paz, em reconhecimento da “longa e não-violenta luta pelos direitos humanos fundamentais na China”.

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