ACNUR pede investigação sobre morte de refugiados burundeses

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De  Nelson Pereira
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Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e o governo do Burundi pedem a Kinshasa uma investigação sobre a morte dos refugiados burundeses

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e o governo do Burundi pedem às autoridades de Kinshasa que seja realizada uma investigação sobre a morte de refugiados burundeses, na sexta-feira, por militares da República Democrática do Congo, em Kamanyola, na província congolesa de Kivu do Sul.

O exército congolês usou balas para dispersar uma manifestação de refugiados burundeses, tendo morto pelo menos 36 pessoas e ferido 124.

“Esta situação é deplorável, quando vemos como os nossos companheiros foram mortos como animais. E o governo não diz nada. Como explicar isso? Eles ameaçaram matar-nos, se não voltarmos para o Burundi. Tem que ser feita justiça”, disse Jimmy Nemeyimana, um refugiado burundês.

De acordo com a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco), a morte de um oficial congolês terá desencadeado uma resposta desproporcional das forças congolesas, que abriram fogo contra os refugiados e requerentes de asilo burundeses – homens, mulheres e crianças.

A candidatura, em abril de 2015, do presidente Pierre Nkurunziza a um controverso terceiro mandato e a sua reeleição em julho deste ano, empurrou o Burundi para uma crise política que tem sido marcada por ações violentas que já causaram entre 500 e 2000 mortos, segundo dados da ONU e de várias ONGs, que referem igualmente centenas de desaparecidos e a prática de tortura. Mais de 400 mil burundineses abandonaram o país, dos quais cerca pelo menos 36 mil procuraram abrigo na República Democrática do Congo.

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