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Ópera de Berlim brilha num renovado esplendor

Ópera de Berlim brilha num renovado esplendor
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A Ópera Estatal de Berlim reabre após sete anos de obras de restauro. No programa: a obra-prima de Robert Schumann “Cenas do Fausto de Goethe”. O elenco é composto exclusivamente por coristas sob a batuta de Daniel Barenboim: “é uma peça na qual Schuman se dedicou a trabalhar durante mais de dez anos, a música é maravilhosa. Não é uma ópera. É mostrada como uma versão de um oratório criativo em várias cenas”.

Reabre a cortina no histórico Boulevard Unter den Linden, após sete anos de obras de restauro, a prestigiada ópera impressiona num renovado esplendor. São 275 anos de história nos quais a ópera foi destruída três vezes.

A soprano Elsa Dreisig deslumbrou na noite de abertura. No programa: obra-prima de Robert Schumann “Cenas do Fausto de Goethe”: “tenho a sensação de fazer parte de um momento histórico da música: a reabertura da Staatsoper em Berlim. Para mim, o mais importante em Schumann são as harmonias. É uma peça que exige uma grande maturidade interior. Conseguimos sentir o dilema de Schumann, os conflitos internos. Há momentos de imensa tristeza”.

A obra-prima de Schumann ganha uma nova vida com a nova acústica.
Ao aumentar o teto original em vários metros, o tempo de reverberação aumentou e uma rede de cerâmica distribui uniformemente o som.

“O som precisa de resistência. O som morre facilmente, imediatamente. Uma boa acústica permite, por um lado, uma transparência completa onde é possível ouvir cada detalhe e, por outro lado, uma reverberação longa o suficiente para transportar o som. Este é o resultado do meu trabalho de um quarto de século. Foi sempre importante para esta casa encontrar jovens cantores e dar-lhes uma base de desenvolvimento. Gostaria de continuar esse trabalho”, conclui Daniel Barenboim.