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Um 'Brexit' sem avanços em Londres e Bruxelas

Um 'Brexit' sem avanços em Londres e Bruxelas
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A primeira-ministra britânica tenta silenciar as vozes críticas do seu governo, frente ao parlamento, ao reafirmar a possibilidade de uma saída da União Europeia sem um acordo com Bruxelas.

Mas as divisões com a oposição, que evoca a necessidade de renegociar as relações bilaterais, ameaçam prolongar o impasse, quando a votação da lei que prevê a retirada da UE deverá ser adiada para Novembro, ainda sem data marcada.

“Não se pode entrar nas negociações com a posição assumida pelos trabalhistas e o SNP escocês, pois, a recusa de um não acordo quer dizer que estariam prontos a aceitar um acordo a qualquer preço para o contribuinte britânico, independentemente dos danos para a nossa economia e nós não vamos fazer isso”, declarou Theresa May.

Theresa May espera agora obter avanços durante o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira relativos à abertura das negociações sobre a futura relação entre Londres e Bruxelas. Uma possibilidade descartada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que adia para Dezembro qualquer entendimento sobre a fase anterior das negociações, na qual se inclui a fatura do ‘Brexit’.

Para o presidente do parlamento europeu, é importante que Londres salde as contas com Bruxelas.

“Temos que ser muito claros. Precisamos de colocar o dinheiro em cima da mesa. Nós queremos recuperar o nosso dinheiro como Margaret Thatcher disse há 30-40 anos. Isto é importante para nós”, declarou Antonio Tajani.

Apesar da ausência de um acordo, as negociações de bastidores parecem dar frutos. Donald Tusk admitiu a possibilidade de um gesto de boa-vontade de Bruxelas, com a possível abertura de discussões sobre o futuro da relação com Londres e um período transitório pós-Brexit, como exigia Theresa May.